Dengue: saiba quais são os sintomas da forma grave da doença Ouvir 27 de janeiro de 2024 A dengue é uma infecção transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que, inicialmente, se caracteriza por sintomas comuns, como febre e dores pelo corpo. No entanto, ela pode evoluir para um quadro mais grave e potencialmente letal, conhecido como dengue hemorrágica. Uma em cada 20 pessoas infectadas com dengue terão a forma grave, segundo dados do Instituto Butantan. “O quadro, também conhecido como “dengue hemorrágica”, ocorre quando a infecção atrapalha o funcionamento das células do sangue, impedindo a coagulação e levando a hemorragias internas e externas”, explica a infectologista Lorena Faro, diretora médica do Grupo Alliança. Leia também Na Mira Saiba quem é o empresário do DF que morreu após ter dengue hemorrágica Saúde Dengue hemorrágica: o que é e sintomas do quadro mais grave da doença Distrito Federal Após explosão de casos, Defesa Civil emite alerta contra dengue no DF Na Mira Empresário morre com dengue hemorrágica em hospital particular do DF A especialista acrescenta que o vírus da dengue possui quatro sorotipos diferentes e todos podem resultar na forma grave. Uma vez infectado, o paciente desenvolve imunidade contra o sorotipo contraído, mas segue vulnerável aos demais. Em geral, o quadro grave ocorre em pessoas que já foram infectadas anteriormente. A tendência a complicações surge porque os anticorpos desenvolvidos na primeira infecção acabam atrapalhando o combate na segunda doença. É como se o corpo identificasse corretamente o inimigo (a dengue) e usasse as células que já aprenderam a desarmá-lo. Só que a arma do invasor agora não é a mesma com a qual as células foram treinadas. Com isso, o vírus vai avançando sem que o corpo tenha conseguido desarmá-lo. Com a presença de mais vírus no corpo, a dengue ataca as células responsáveis pela coagulação sanguínea. Sem elas, até microfissuras começam a sangrar, enfraquecendo o indivíduo. 3 Cards_Galeria_de_Fotos (4) A dengue é uma doença infecciosa transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Com maior incidência no verão, tem como principais sintomas: dores no corpo e febre alta. Considerada um grave problema de saúde pública no Brasil, a doença pode levar o paciente a morte Joao Paulo Burini/Getty Images ***Foto-mosquito-da-dengue.jpg O Aedes aegypti apresenta hábitos diurnos, pode ser encontrado em áreas urbanas e necessita de água parada para permitir que as larvas se desenvolvam e se tornem adultas, após a eclosão dos ovos, dentro de 10 dias Joao Paulo Burini/ Getty Images ***Foto-mosquito-da-dengue-2.jpg A infecção dos humanos acontece apenas com a picada do mosquito fêmea. O Aedes aegypti transmite o vírus pela saliva ao se alimentar do sangue, necessário para que os ovos sejam produzidos Joao Paulo Burini/ Getty Images ***Foto-mosquito-da-dengue-3.jpg No geral, a dengue apresenta quatro sorotipos. Isso significa que uma única pessoa pode ser infectada por cada um desses micro-organismos e gerar imunidade permanente para cada um deles. Ou seja, é possível ser infectado até quatro vezes Bloomberg Creative Photos/ Getty Images ***Foto-pessoa-olhando-termometro.jpg Os primeiros sinais, geralmente, não são específicos. Eles surgem cerca de três dias após a picada do mosquito e podem incluir: febre alta, que geralmente dura de 2 a 7 dias, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupções cutâneas, náuseas e vômitos Guido Mieth/ Getty Images ***Foto-pessoa-deitada-em-maca-hospitalar.jpg No período de diminuição ou desaparecimento da febre, a maioria dos casos evolui para a recuperação e cura da doença. No entanto, alguns pacientes podem apresentar sintomas mais graves, que incluem hemorragia e podem levar à morte Peter Bannan/ Getty Images ***Foto-pessoa-em-frente-a-vaso-vomitando.jpg Nos quadros graves, os sintomas são: vômitos persistentes, dor abdominal intensa e contínua, ou dor quando o abdômen é tocado, perda de sensibilidade e movimentos, urina com sangue, sangramento de mucosas, tontura e queda de pressão, aumento do fígado e dos glóbulos vermelhos ou hemácias no sangue Piotr Marcinski / EyeEm/ Getty Images ***Foto-pessoa-sentada-em-cama-de-hospital.jpg Nestes casos, os sintomas resultam em choque, que acontece quando um volume crítico de plasma sanguíneo é perdido. Os sinais desse estado são pele pegajosa, pulso rápido e fraco, agitação e diminuição da pressão Image Source/ Getty Images ***Foto-pessoa-deitada-no-chao.jpg Alguns pacientes podem ainda apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade. O choque tem duração curta, e pode levar ao óbito entre 12 e 24 horas, ou à recuperação rápida, após terapia antichoque apropriada Getty Images ***Foto-pessoa-segurando-remedio-nas-maos.jpg Apesar da gravidade, a dengue pode ser tratada com analgésicos e antitérmicos, sob orientação médica, tais como paracetamol ou dipirona para aliviar os sintomas Guido Mieth/ Getty Images ***Foto-pessoa-deitada-em-maca-hospitalar-2.jpg Para completar o tratamento, é recomendado repouso e ingestão de líquidos. Já no caso de dengue hemorrágica, a terapia deve ser feita no hospital, com o uso de medicamentos e, se necessário, transfusão de plaquetas Getty Images Voltar Progredir 0 A dengue grave costuma aparecer no quarto ou quinto dia da doença e leva às hospitalizações mais complicadas. A infectologista explica que os primeiros sinais de que o quadro está se acentuando aparecem três dias após o início da doensa. São eles: Febre alta, que demora a passar mesmo com medicação; Dor abdominal intensa e contínua; Náuseas e vômitos persistentes; Sangramento de mucosas, como nariz e gengiva; Dificuldades para respirar; Confusão mental; Fadiga; Queda da pressão arterial; Sangue nas fezes. Em caso de qualquer um desses sintomas, o paciente deve procurar o hospital. Prevenção a dengue “Um grande avanço na prevenção a dengue é a nova vacina, altamente eficaz na prevenção da reinfecção pelo vírus, pois estimula as defesas naturais do corpo. O imunizante é capaz de prevenir aproximadamente 8 em cada 10 casos de infecção grave e com risco de hospitalização”, destaca Lorena. Além da vacina, o uso de repelentes e a instalação de telas em casa são medidas importantes para diminuir o risco de picada pelo vetor de transmissão. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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