Devo usar máscara para me proteger contra a fumaça de incêndio? Ouvir 26 de agosto de 2024 A fumaça intensa e a neblina que assustaram os moradores do Distrito Federal no domingo (25/8) devem continuar nos próximos dias, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A combinação das queimadas que acontecem no país com o tempo seco e a baixa umidade do ar, característicos deste período do ano no Centro-Oeste, já se reflete na qualidade do ar do DF. A última medição do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), feita na manhã desta segunda-feira (26/8), a descreve como “muito ruim”. Leia também Saúde Saiba quais são os riscos para a saúde de respirar fumaça de incêndio São Paulo Sem novos focos, incêndios em SP têm 3 presos e 48 cidades em alerta Brasil Sufocado pela fumaça dos incêndios, Brasil busca culpados e soluções Brasil Mapa mostra qualidade de ar “insalubre” em 8 estados e no DF. Veja Além do combate aos incêndios, algumas medidas devem ser tomadas para evitar a exposição aos poluentes e à fumaça intensa e neblina causadas pelo fogo. Uma delas é o uso das máscaras de proteção facial. O Ministério da Saúde recomenda o uso de máscaras do tipo N95, PFF2 ou P100 por toda a população para reduzir a inalação de partículas finas de poluição. Para as pessoas que moram próximas às áreas com focos de queimadas, o indicado é usar máscaras cirúrgicas, pano, lenços ou bandanas. Os acessórios ajudam a reduzir a exposição às partículas grossas, melhorando o desconforto das vias aéreas superiores. De acordo com o pneumologista Eduardo Cartaxo, da Oncoclínicas Brasília, com o alto nível de fumaça e poluição elevada, a população pode sofrer com sintomas como obstrução nasal, tosse, sensação de falta de ar, boca seca e taquicardia. “A inalação de fumaça pode descompensar as doenças crônicas respiratórias que as pessoas possam ter, como asma, rinite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), e aumentar o risco também de eventos cardiovasculares”, explica Cartaxo. A neblina tomou conta do céu de Brasília nesta segunda-feira (26/8) Além do uso da máscara, o Ministério da Saúde recomenda que outras estratégias devem ser seguidas para se manter protegido contra os efeitos nocivos da poluição do ar: Hidrate-se Aumentar a ingestão de água e outros líquidos ajuda a manter as membranas respiratórias úmidas e mais protegidas. Fique em casa Quando possível, é indicado permanecer dentro de casa, em local ventilado, com ar condicionado ou purificadores de ar para evitar ao máximo o tempo de exposição. Portas e janelas fechadas As portas e as janelas devem permanecer fechadas durante os horários com maiores concentrações de partículas para minimizar a entrada da poluição nos ambientes. Atenção ao horário da atividade física Evite praticar atividade física em horários com maior concentração de poluentes do ar, e entre 12h e 16 horas, quando os níveis de ozônio são mais elevados, orienta o Ministério da Saúde. A atenção deve ser redobrada para pessoas em maior risco, como crianças menores de 5 anos, idosos e gestantes. Esses grupos devem estar atentos a sintomas respiratórios e buscar atendimento médico o mais rapidamente possível para evitar complicações. Umidifique o ar O pneumologista Eduardo Cartaxo recomenda o uso de umidificador do ar, contanto que ele tenha a higienização adequada. A lavagem das narinas com soro fisiológico também é indicada. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Calor extremo: 7 dicas para dormir melhor apesar da temperatura alta 13 de novembro de 2023 O Brasil entrou em uma nova onda de calor neste domingo (12/11) e ela deve durar até quinta-feira (16/11). Com boa parte das capitais registrando temperaturas máximas acima dos 30ºC, o calor extremo pode atrapalhar as noites de sono, levando as pessoas a terem dificuldades para dormir. Um estudo de… Read More
Covid: uma em cada 20 pessoas apresenta sintomas três anos depois 31 de maio de 2024 Um estudo, publicado na revista Nature Medicine, na última quinta (30/5), monitorou as sequelas da Covid em um grupo de 135 mil pessoas por três anos. A pesquisa norte-americana descobriu que os problemas respiratórios e os neurológicos foram os mais comuns entre os infectados pelo vírus em 2020. “Não sabemos… Read More
Menopausa: por que muitas mulheres sofrem mesmo com tanta informação? 27 de junho de 2025 Apesar do maior acesso à informação e aos avanços em saúde, a menopausa ainda é vivida com sofrimento por boa parte das mulheres brasileiras. Segundo a pesquisa Experiência e Atitudes na Menopausa, realizada pela farmacêutica Astellas em seis países, 80% das brasileiras entrevistadas relataram impactos psicológicos negativos relacionados ao período,… Read More