Duplo diagnóstico do filho caçula transforma vida de professora do ES Ouvir 12 de maio de 2024 Apesar de já ter convivido com casos de hemofilia na família, a professora Gabriela Toreta Braz Mantovanelli tomou um grande susto quando o diagnóstico chegou para o filho caçula dela, João Pedro, de 11 anos. “Para mim, a hemofilia representava uma vida cheia de limitações, essa era a experiência que tinha com a doença do meu avô e do meu irmão. Achava que também seria a realidade do meu filho”, relata. João Pedro possui hemofilia grave do tipo A. A doença atrapalha a coagulação sanguínea. Em casos assim, até machucados simples podem resultar em perdas excessivas de sangue. Também podem ocorrer sangramentos internos, sem causa aparente, que prejudicam os movimentos do paciente. Leia também Saúde Mãe conta como filho convive com a hemofilia: “Não assusta mais” Brasil Lula recorda Betinho ao inaugurar fábrica de remédios contra hemofilia Saúde Recomeços: “Quero vê-lo crescer bem”, diz mãe de menino com hemofilia Saúde Pai decide estudar medicina após descobrir hemofilia do filho “O diagnóstico de hemofilia grave costuma acontecer até os 2 anos de idade, logo após um episódio de sangramento ou quando a criança começa a sentir dor e dificuldade para mover articulações”, explica a hematologista Alessandra Prezotti, coordenadora do ambulatório do Centro Estadual de Hemoterapia e Hematologia Marcos Daniel Santos (HEMOES), no Espírito Santo. A condição do filho exigiu que Gabriela reaprendesse o que sabia sobre hemofilia. Nas quase três décadas que se passaram entre a infância dela e o nascimento do menino, novos tratamentos surgiram possibilitando maior controle sobre a doença. “Quando descobrimos que o João Pedro tinha hemofilia, passei a estudar sobre o assunto, precisava descobrir o melhor tratamento para ele”, conta. “Eu já tinha uma filha, mas tive de me reinventar como mãe. Queria fazer o tratamento dele em casa, então mudei de profissão, saí da empresa de seguros que estava e voltei a ser professora”, lembra. O tratamento de João Pedro é profilático, isso permite que ele tenha uma vida praticamente normal, sem as limitações que Gabriela tanto temia. A mãe aplica anticoagulantes na criança três vezes por semana, o suficiente para evitar sangramentos. Quando todos estavam se adaptando à nova vida, a família descobriu que João Pedro está no espectro autista. A criança tinha grande resistência a receber a aplicação do remédio de pessoas desconhecidas, o que levantou as suspeitas sobre a condição. Mais uma vez, Gabriela mostrou força e moveu o que podia para garantir o bem estar da criança. “Conseguimos construir uma rede de apoio e de profissionais capacitados ao redor do João Pedro. Meu filho é uma joia, é uma criança ativa, que ama ir à praia e à escola”, conta, orgulhosa. Superproteção e sobrecarga A psicóloga Rejane Silveira Mendes, do Hemocentro Regional de Juiz de Fora (MG), conta que as mães de crianças hemofílicas costumam ser muito protetoras. “Elas têm muito medo de as crianças se machucarem, por isso é importante que também tenham um acompanhamento especializado”, afirma. Segundo a especialista, atualmente, os avanços no tratamento da hemofilia permitem que a família não precise viver em sobressalto, sempre com medo do pior. Os anticoagulantes profiláticos proporcionam mais qualidade de vida para os pacientes e seus cuidadores. “Quando as mães nos procuram, geralmente, estão assustadas e angustiadas. No entanto, durante o atendimento, já podemos demonstrar que os filhos têm mais possibilidades do que antes”, conta Rejane. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Mamografia: ampliação no SUS esbarra em desafios de acesso 11 de dezembro de 2025 A ampliação do acesso à mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para mulheres a partir dos 40 anos, anunciada em setembro pelo Ministério da Saúde, foi celebrada por sociedades médicas que há anos reivindicavam a mudança. Contudo, embora represente um avanço, o anúncio reacende uma discussão importante sobre como… Read More
Notícias Risco de infarto e AVC diminui após vacinação contra gripe e Covid 22 de julho de 2025 Novas diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC, na sigla em inglês) podem mudar a forma como entendemos a prevenção de doenças do coração. Segundo o texto, vacinas como as da gripe, da Covid-19 e da pneumonia não apenas evitam infecções respiratórias, mas também têm efeito direto na redução do… Read More
Notícias Cabelos crescem na garganta de homem que fumava 20 cigarros por dia 26 de junho de 2024 Um austríaco de 52 anos que fumou um maço de cigarro por dia durante mais de 30 anos teve uma rara complicação associada ao hábito de fumar. Cabelos cresceram no fundo de sua garganta e precisaram ser removidos continuamente por 14 anos, já que eles ganhavam, em média, cinco centímetros… Read More