Endocrinologistas listam seis hábitos para evitar a diabetes tipo 2 Ouvir 8 de dezembro de 2025 Entre 1990 e 2022 dobrou no mundo a quantidade de adultos com diabetes, de acordo com um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). A forma mais frequente da doença, o tipo 2, é adquirida ao longo da vida a partir de hábitos pouco saudáveis como o sedentarismo, que leva ao sobrepeso. Por isso, é sempre importante monitorar a saúde do corpo e modificar esses hábitos antes que a condição se torne irreversível. A preocupação deve ser ainda mais urgente para indivíduos com pré-diabetes, quando os níveis de glicose já estão acima do normal, mas ainda é possível reverter o quadro. Leia também Saúde Endocrinologista explica como reconhecer sinais precoces da diabetes Vida & Estilo Fruta acessível ajuda no controle do colesterol e a prevenir diabetes Saúde Diabetes tipo 2: quais são os principais sintomas e como se manifestam Saúde Bons hábitos podem auxiliar no controle da diabetes. Saiba quais são “A pré-diabetes é o momento de mudança de hábitos de vida, uma fase em que o paciente tem a oportunidade de evitar a progressão para a diabetes. Com ajustes na rotina, é possível melhorar a qualidade de vida e prevenir o desenvolvimento da doença”, afirma a endocrinologista Marina Costa, do Hospital Orizonti, em Belo Horizonte. A médica explica que, embora fatores não modificáveis — como a presença de casos na família e o envelhecimento — aumentem o risco de diabetes, a maioria dos diagnósticos está ligada à dieta, rotina de exercícios físicos e de sono inadequadas. “Se você praticar atividade física, adotar alimentação saudável com foco na redução do peso corporal em casos de sobrepeso ou obesidade, realizar exames regularmente e manter atenção à sua saúde, é possível evitar até casos de predisposição genética”, complementa. 6 hábitos para prevenir a diabetes tipo 2 Alimentação saudável: priorize uma dieta equilibrada e reduza o consumo de ultraprocessados e alimentos ricos em açúcares ou gordura. Atividade física regular: a prática regular de exercícios melhora a sensibilidade à insulina e aumenta a captação de glicose pelo tecido muscular, contribuindo para melhor controle da glicemia. Rotina de sono adequada: dormir mal desregula os níveis de açúcar no sangue e pode levar à resistência à insulina. Redução do estresse: uma vida sem estresse é impossível, mas quando ele se torna crônico, modifica o fluxo de hormônios do corpo, impactando negativamente a glicemia. Manutenção de vínculos sociais: a saúde mental é parte da prevenção da diabetes tipo 2. Por isso, preservar laços sociais e familiares saudáveis é essencial para manter o organismo saudável. Substâncias nocivas: para afastar o risco de diabetes, é preciso evitar hábitos como fumar, consumir álcool e usar outras substâncias entorpecentes recreativamente. Importância do diagnóstico de diabetes A endocrinologista Vivian Guardia, do Hcor, em São Paulo, explica que o tipo 2 se instala de forma progressiva e sem dor. Ela lembra que pacientes relatam sintomas como sede, cansaço, fome aumentada ou visão turva, mas associam os sinais a fatores do cotidiano e não a distúrbios metabólicos. Vivian afirma que a ausência de exames frequentes entre adultos jovens favorece o atraso no diagnóstico, que poderia vir em média de três a cinco anos antes se a população fizesse check-up com frequência. Diagnosticar a doença em estágios de pré-diabetes permite que ela seja totalmente revertida, o que não é possível quando o quadro já está instalado há anos. “O problema é que a diabetes pode evoluir por anos sem causar dor ou sinais evidentes, e quando o diagnóstico finalmente acontece, o paciente já pode ter desenvolvido complicações sérias e irreversíveis”, explica. A receita da reversão é a mesma dos pilares da prevenção. “Não é preciso seguir dietas radicais ou planos mirabolantes. Pequenas mudanças, como reduzir o consumo de bebidas açucaradas e ultraprocessados, aumentar a ingesta de fibras e caminhar todos os dias, já fazem diferença”, conclui a endocrinologista. 14 imagensFechar modal.1 de 14 O diabetes é uma doença que tem como principal característica o aumento dos níveis de açúcar no sangue. Grave e, durante boa parte do tempo, silenciosa, pode afetar vários órgãos do corpo, tais como: olhos, rins, nervos e coração, quando não tratada Oscar Wong/ Getty Images2 de 14 O diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas moodboard/ Getty Images3 de 14 A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpo Peter Dazeley/ Getty Images4 de 14 Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o mal Peter Cade/ Getty Images5 de 14 O diabetes pode ser dividido em três principais tipos. O tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais Maskot/ Getty Images6 de 14 Já o diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dieta Artur Debat/ Getty Images7 de 14 O diabetes gestacional acomete grávidas que, em geral, apresentam histórico familiar da doença. A resistência à insulina ocorre especialmente a partir do segundo trimestre e pode causar complicações para o bebê, como má-formação, prematuridade, problemas respiratórios, entre outros Chris Beavon/ Getty Images8 de 14 Além dessas, existem ainda outras formas de desenvolver a doença, apesar de raras. Algumas delas são: devido a doenças no pâncreas, defeito genético, por doenças endócrinas ou por uso de medicamento Guido Mieth/ Getty Images9 de 14 É comum também a utilização do termo pré-diabetes, que indica o aumento considerável de açúcar no sangue, mas não o suficiente para diagnosticar a doença GSO Images/ Getty Images10 de 14 Os sintomas do diabetes podem variar dependendo do tipo. No entanto, de forma geral, são: sede intensa, urina em excesso e coceira no corpo. Histórico familiar e obesidade são fatores de risco Thanasis Zovoilis/ Getty Images11 de 14 Alguns outros sinais também podem indicar a presença da doença, como saliências ósseas nos pés e insensibilidade na região, visão embaçada, presença frequente de micoses e infecções Peter Dazeley/ Getty Images12 de 14 O diagnóstico é feito após exames de rotina, como o teste de glicemia em jejum, que mede a quantidade de glicose no sangue. Os valores de referência são: inferior a 99 mg/dL (normal), entre 100 a 125 mg/dL (pré-diabetes), acima de 126 mg/dL (diabetes) Panyawat Boontanom / EyeEm/ Getty Images13 de 14 Qualquer que seja o tipo da doença, o principal tratamento é controlar os níveis de glicose. Manter uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios ajudam a manter o peso saudável e os índices glicêmicos e de colesterol sob controle Oscar Wong/ Getty Images14 de 14 Quando o diabetes não é tratado devidamente, os níveis de açúcar no sangue podem ficar elevados por muito tempo e causar sérios problemas ao paciente. Algumas das complicações geradas são surdez, neuropatia, doenças cardiovasculares, retinoplastia e até mesmo depressão Image Source/ Getty Images Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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