Entenda os riscos de negligenciar o tratamento de fraturas ósseas Ouvir 23 de setembro de 2025 As fraturas ósseas são lesões comuns, que podem ocorrer por diversos fatores, como quedas, esportes de impacto e até atividades cotidianas que exigem esforço físico. O cuidado imediato é fundamental para evitar complicações que podem afetar a mobilidade, a função dos membros e a qualidade de vida. Mesmo fraturas aparentemente pequenas, como as de dedo do pé ou do punho, podem se tornar problemas maiores se não forem tratadas. O tempo entre a fratura e o atendimento médico é determinante: quanto mais cedo o osso recebe o tratamento correto, maior é a chance de cicatrização adequada. Leia também Pouca vergonha Fratura no pênis: conheça riscos e posições sexuais mais perigosas Vida & Estilo Três chás que fortalecem os ossos e ajudam a prevenir a osteoporose Brasil Homem desloca pé e fratura ossos durante agachamento com 140kg. Vídeo Vida & Estilo Tempero popular fortalece os ossos e limpa os rins naturalmente; veja Principais riscos da negligência do tratamento de fraturas ósseas Quando o tratamento não é realizado, o osso pode cicatrizar desalinhado, causando deformidades que limitam os movimentos e prejudicam a função do membro. A dor crônica é comum e pode se intensificar caso nervos ou vasos sanguíneos sejam comprometidos. Quando isso acontece, a correção pode exigir procedimentos cirúrgicos invasivos. “Complicações como infecção (em casos de fraturas expostas), lesão de nervos ou vasos sanguíneos também podem surgir”, ressalta a ortopedista Luciana Ferrer, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia do DF (SBOT/DF). O organismo responde de maneira diferente às fraturas dependendo da faixa etária. Crianças, adultos e idosos apresentam capacidades distintas de cicatrização, o que influencia diretamente o risco de complicações e a necessidade de intervenções médicas. Crianças: têm maior capacidade de remodelamento ósseo, mas fraturas que atingem a placa de crescimento podem causar deformidades permanentes; Adultos: apresentam menor capacidade de remodelamento e estão sujeitos à consolidação viciosa ou pseudartrose, quando o osso não se une corretamente; Idosos: além de menor densidade óssea e recuperação lenta (o que contribui para a imobilidade prolongada), enfrentam maior risco de trombose e perda funcional, o que eleva a probabilidade de complicações a longo prazo. Consequências da negligência do tratamento de fraturas ósseas Fraturas ósseas mal tratadas podem causar artrose precoce, alterações na postura e na marcha. O calo ósseo — tecido formado durante a cicatrização — quando se consolida de forma incorreta, comprime nervos e vasos sanguíneos, o que mantém a dor persistente. A má consolidação, além de impactar na mobilidade, aumenta o risco de sobrecarga em outras articulações. A ortopedista Juliana Vergara, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho, em São Paulo (SP), alerta que atletas e pessoas fisicamente ativas estão ainda mais vulneráveis a fraturas ósseas, uma vez que lidam com exercícios intensos e de impacto quase que diariamente. “O retorno precoce das atividades físicas aumenta o risco da pseudartrose. O desalinhamento articular leva a uma artrose precoce, lesões por sobrecarga compensatória e ainda, risco aumentado de refraturas — que é a quebra da continuidade de um osso”, explica a médica. Alguns sinais de alerta podem indicar comprometimento de nervos ou da circulação sanguínea. Dormência, formigamento, perda de força, palidez ou dor muito intensa e desproporcional exigem atenção imediata, já que podem caracterizar uma urgência médica. Doenças como a osteoporose enfraquecem os ossos, tornando-os mais suscetíveis a quebras Importância do tratamento adequado de fraturas ósseas O tratamento precoce é decisivo para evitar complicações que podem deixar sequelas permanentes. Quanto mais rápido o paciente recebe atendimento médico, maiores são as chances de cicatrização correta e retorno seguro às atividades do dia a dia. Hoje, a ortopedia conta com recursos que ampliam as possibilidades de recuperação, como técnicas minimamente invasivas, terapias regenerativas, próteses feitas em impressão 3D e até o uso de robôs em cirurgias. Esses avanços reduzem os riscos e aumentam a precisão dos procedimentos, mas não substituem a necessidade de procurar ajuda especializada logo após a fratura. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Fazer pausas durante a caminhada aumenta queima de calorias 16 de outubro de 2024 Pesquisadores da Universidade de Milão, na Itália, afirmam que fazer pequenas pausas durante a caminhada aumenta a queima calórica em comparação a ir do início ao fim em um ritmo ininterrupto. Publicada na plataforma Proceedings of the Royal Society B nesta quarta-feira (16/10), a pesquisa mediu as demandas por oxigênio… Read More
Notícias Cientistas descobrem gene que acelera insuficiência cardíaca em homens 4 de abril de 2024 Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, descobriram que a diminuição do gene Uty, decorrente da perda do cromossomo Y, pode acelerar a incidência de insuficiência cardíaca em homens – mais afetados pelo quadro do que as mulheres. O estudo foi publicado na revista Nature… Read More
Notícias “Nos destruíram”, diz pai de aluna de medicina em estado vegetativo 27 de abril de 2024 A estudante de medicina Larissa Moraes de Carvalho, de 31 anos, vive em estado vegetativo desde que teve uma parada cardiorrespiratória, em março de 2023, pouco depois de realizar uma cirurgia na mandíbula. Depois da operação, ela não voltou mais a ficar consciente. Ainda assim, a família vê sinais lentos… Read More