EUA suspende vacina contra chikungunya após efeitos colaterais graves Ouvir 25 de agosto de 2025 A vacina contra chikungunya Ixchiq, desenvolvida pela farmacêutica franco-austríaca Valneva em parceria com o Instituto Butantan, teve a licença suspensa nos Estados Unidos na sexta-feira (22/8). A decisão da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora do país, ocorre após quatro novos relatos de efeitos adversos graves, que culminaram em hospitalizações e uma morte. Desde o início do ano foram registradas 21 hospitalizações e três óbitos possivelmente ligados ao imunizante. No Brasil, a vacina foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril deste ano para pessoas de 18 a 65 anos e continua autorizada, embora ainda não tenha sido comercializada. Chikungunya A chikungunya é transmitida principalmente pelas fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, este último conhecido como mosquito-tigre. Os mesmos também são vetores de outras doenças, como dengue e zika. À medida que o planeta aquece devido às mudanças climáticas, o mosquito-tigre tem avançado para regiões mais ao norte, ampliando a área de circulação. Os sintomas da chikungunya são parecidos com os da dengue e do zika, o que pode dificultar o diagnóstico. A doença costuma causar febre, dores nas articulações, fadiga e, em alguns casos, sequelas prolongadas. Suspensão da vacina A FDA havia suspendido temporariamente o uso da vacina em pessoas com idades acima de 60 anos em maio deste ano, mas retomou a aplicação no início de agosto, após reavaliar o risco-benefício. Os novos relatos de “possíveis efeitos adversos graves” incluem três casos com idosos, com idades entre 70 e 82 anos. Um paciente de 55 anos também apresentou reação grave. Um dos óbitos, conforme o órgão, foi causado por inflamação cerebral associada à vacina. Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da chikungunya O imunizante contém uma versão viva e atenuada do vírus chikungunya, o que pode causar sintomas semelhantes aos da doença. Por isso, a FDA reforça que a decisão de aplicar o Ixchiq deve considerar cuidadosamente o risco individual, especialmente em pessoas com condições de saúde pré-existentes. Leia também Saúde Anvisa aprova vacina contra chikungunya desenvolvida pelo Butantan São Paulo Diretor do Butantan fala em erradicar chikungunya no Brasil com vacina Saúde OMS alerta para risco global de surto do vírus chikungunya São Paulo Jundiaí confirma primeiro caso de chikungunya neste ano Segundo a Valneva, os novos casos apresentam sintomas semelhantes aos já observados em estudos e na experiência pós-comercialização, principalmente entre idosos. A empresa afirma que continua investigando as ocorrências e acompanhando a situação nos países onde a vacina é usada, destacando seu papel na proteção contra a chikungunya em regiões endêmicas. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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