Fiocruz realiza primeira terapia gênica para doença rara no RJ Ouvir 27 de fevereiro de 2025 O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) realizou, pela primeira vez no Rio de Janeiro, a aplicação de um medicamento de terapia gênica para distrofia muscular de Duchenne (DMD). Tito de Paula Jardim, 7 anos, recebeu na última sexta-feira (21/2) a infusão do delandistrogeno moxeparvoveque, comercialmente conhecido como Elevidys, um dos medicamentos mais caros do mundo. A terapia é indicada para crianças com 4 a 7 anos com a doença. O procedimento foi coordenado pelo médico geneticista e pesquisador Juan Llerena Jr. O que é a síndrome de Duchenne? A distrofia muscular de Duchenne é uma doença genética degenerativa que afeta, principalmente, meninos e causa perda progressiva da força muscular devido à ausência da distrofina. A proteína é essencial para a manutenção dos músculos. Segundo a bula, o medicamento deve ser aplicado antes dos oito anos, o que levou os pais de Tito a entrarem na Justiça para garantir o acesso ao tratamento. Leia também Saúde Remédio mais caro do Brasil é aplicado no SUS pela 1ª vez. Saiba valor Grande Angular Criança com doença rara toma remédio de R$ 17 mi quase na data-limite Saúde Caso Enrico: como age remédio que custa R$ 17 milhões Saúde Menino com doença que paralisa músculos luta por remédio milionário A ação judicial determinou que o Ministério da Saúde fornecesse o Elevidys. A execução ficou sob responsabilidade do IFF/Fiocruz, que é o primeiro Serviço de Referência em Doenças Raras do Estado do Rio de Janeiro desde 2016. O treinamento da equipe multiprofissional envolvida no procedimento ocorreu em 10 de fevereiro. O medicamento chegou ao instituto na última quinta-feira (20/2) e a infusão foi realizada no dia seguinte. 2 imagens Fechar modal. 1 de 2 Os geneticistas Juan Llerena e Tatiana Magalhães apoiaram Tito em todo o tratamento Fiocruz/Rafael Paiva 2 de 2 O Elevidys foi manipulado na Farmácia do IFF/Fiocruz antes da infusão no paciente Fiocruz/Rafael Paiva A terapia consiste na infusão venosa de um vetor viral que carrega o gene da microdistrofina. De acordo com Juan Llerena Jr., o procedimento dura cerca de 2h. “Após a infusão, o paciente tem uma previsão de acompanhamento de pelo menos cinco anos para avaliar a eficácia do medicamento e garantir que o tratamento esteja surtindo efeito”, explicou o especialista. Remédio mais caro do mundo O Elevidys é considerado o medicamento mais caro do mundo, com um custo de aproximadamente R$ 11 milhões. A terapia busca estabilizar a função muscular dos pacientes, ainda que de forma parcial. Para a infusão de Tito, foram utilizados 46 frascos do medicamento, totalizando 460 mL. Llerena Jr. celebrou a realização. “É um marco importante para o tratamento de doenças raras no país”, afirmou. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Desligar gene impede ganho de peso mesmo comendo gordura, diz estudo 30 de janeiro de 2024 Já imaginou poder comer o tanto de fritura que quiser sem que isso altere o seu peso? Pois a ciência pode estar próxima de encontrar um meio de tornar o sonho em realidade ao desativar apenas um gene do DNA. O estudo foi publicado na revista científica Nature Metabolism nessa… Read More
Atleta descobre câncer avançado após vomitar em treino para maratona 8 de novembro de 2025 Karina Ureña, 30 anos, levava uma rotina ativa e treinava para completar a primeira meia-maratona quando começou a sentir dores abdominais fortes, enjoos e vômitos que não passavam. A jovem espanhola atribuiu o mal-estar ao esforço físico e as dores na barriga a cólicas menstruais, seguiu correndo e só procurou ajuda… Read More
Bebê perde metade da língua após confundir soda cáustica com leite 19 de novembro de 2025 O que deveria ser uma manhã comum se transformou no pior pesadelo da família Alshameri, que mora em Birmingham, na Inglaterra. Sam Anwar, de apenas 1 ano e 8 meses, teve queimaduras gravíssimas na boca e no trato digestivo, perdeu metade da língua e teve uma parada cardíaca depois de… Read More