Gordura no fígado: saiba em quanto tempo é possível reverter o quadro Ouvir 22 de novembro de 2025 Popularmente conhecida como gordura no fígado, a esteatose hepática é uma das preocupações médicas mais comuns da atualidade. Ela ocorre quando há um acúmulo expressivo de gordura nas células hepáticas. Com o avanço da obesidade, diabetes tipo 2 e consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e pobres em nutrientes, o fígado gorduroso tem se tornado mais comum. Leia também Claudia Meireles Médico revela o que tende a ser o “grande vilão” da gordura no fígado Saúde Como a gordura se acumula no fígado e onde ela se instala no órgão Saúde Saiba qual é a melhor estratégia para eliminar a gordura no fígado Saúde Gordura localizada: entenda como o organismo escolhe o que queimar Um dos principais problemas para detectá-la é que a condição é silenciosa, podendo causar prejuízos maiores se não diagnosticada através de exames de rotina. Sem tratamento, a gordura no fígado pode evoluir para inflamação, fibrose, cirrose e insuficiência do órgão. Em casos mais graves, até câncer hepático. No entanto, especialistas apontam que há um caminho para reverter o quadro: mudar o estilo de vida. Com ajustes de rotina, incluindo melhorar a alimentação, a prática diária de exercícios físicos e reduzir o consumo de álcool, é possível mudar o cenário. “Em geral, quando o paciente adota mudanças consistentes de estilo de vida já é possível observar melhora significativa nas enzimas hepáticas e na quantidade de gordura no fígado em cerca de três a seis meses”, revela a gastro-hepatologista Natália Trevizoli, do Hospital Santa Lúcia Sul, em Brasília. De acordo com a especialista, ao mesmo tempo não se pode generalizar: o tempo estimado de três a seis meses é em casos leves, podendo ser maior ou menor, a depender do organismo do indivíduo. Em quadros clínicos mais graves, a melhora ocorre mais devagar. Hábitos que podem reverter a gordura no fígado Perder peso de forma gradual: pequenas reduções de peso melhoram gordura no fígado. Foque em constância, não em dietas radicais. Comida de verdade: priorize legumes, verduras, frutas, grãos integrais, feijões e proteínas magras. Cortar (ou pausar) o álcool: mesmo em pequenas doses, o álcool sobrecarrega o fígado em quem já tem esteatose. Diminuir açúcar e farinha refinada: refrigerantes, doces e pães/brioches aceleram o acúmulo de gordura no fígado. Troque por versões integrais e frutas. Planejar o prato e as porções: use metade do prato com vegetais, 1/4 com proteína magra (peixe/ovo/ave), 1/4 com carboidrato integral. Movimentar o corpo: caminhada, bicicleta ou natação somados a treinos de força ajudam o fígado a usar gordura como energia. Dormir bem regularmente: sono ruim desregula o metabolismo e atrapalha a reversão da esteatose. Cuidar do metabolismo (glicose, colesterol e pressão): acompanhe exames e trate condições associadas (pré-diabetes/diabetes, dislipidemia, hipertensão). Revisar remédios e suplementos: evite automedicação — alguns produtos naturais podem ser hepatotóxicos. Acompanhamento médico: consulta periódica guia metas realistas e verifica a resposta do fígado às mudanças. Para se recuperar tão rápido assim, o fígado utiliza sua grande capacidade de regeneração, mesmo em casos de remoção ou “agressões” causadas por medicamentos ou infecções virais. Porém, o hepatologista Henrique Rocha aponta que o mecanismo hepático dificilmente ocorre em situações de fibrose ou cirrose hepática avançadas, evidenciando a importância de ir ao médico com regularidade, antes que seja tarde demais. “É importante lembrar que há uma estimativa de que 40% da população brasileira possui algum grau de gordura no fígado. É uma doença silenciosa, sem sinais ou sintomas específicos. Ao ser diagnosticado com a doença, sempre procure avaliação médica especializada e, assim, receber as orientações adequadas”, diz o médico do Hospital Brasília Águas Claras. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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