Homem é internado após enfiar cabo USB no pênis e objeto ficar preso Ouvir 12 de junho de 2025 Médicos americanos descreveram, na edição de fevereiro da revista médica Cureus, o caso de um estudante universitário de 21 anos que inseriu um cabo USB na própria uretra para obter prazer sexual. Ao perceber que o fio estava preso e que não conseguiria removê-lo por conta própria, o homem procurou ajuda médica em um hospital. Durante a consulta, ele revelou aos médicos que não foi a primeira vez que praticou o ato. O jovem disse que já havia usado objetos como cotonetes e cabos de aço para estímulo sexual. A prática é conhecida como sondagem uretral e consiste na introdução de objetos no canal da uretra – o tubo que conduz a urina da bexiga para fora do corpo –, com o objetivo de sentir prazer. Leia também Saúde EUA: homem acorda enquanto médicos o preparavam para doação de órgãos Saúde Quiroprata estala errado pescoço de paciente e rompe artéria da mulher Saúde Após coceira constante, homem descobre sanguessuga no olho. Veja foto Saúde Homem quase perde o pênis após aplicação de PMMA para aumentar órgão O caso não é isolado. Relatos médicos anteriores descreveram o uso de outros objetos domésticos utilizados na prática sexual, como garfos, fios de raquete de tênis, fones de ouvido e até uma cobra decapitada. Não existem dados precisos sobre quantas pessoas têm costume de realizar a sondagem, porém os relatos médicos envolvem, na maioria das vezes, homens. “A autoinserção de objetos na uretra por motivos sexuais ou outros é rara, mas pode causar danos sérios”, relatam os autores do artigo, que são da Faculdade de Medicina da Universidade Drexel, nos Estados Unidos. Riscos da prática sexual Médicos alertam que a autoinserção de objetos na uretra pode trazer sérios riscos à saúde. A prática pode danificar a uretra, causando infecções, disfunção erétil e até ruptura da bexiga. A autoinserção de objetos eleva o risco de sepse, uma infecção generalizada que pode ser fatal. Aumenta a possibilidade de contrair infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), principalmente se os objetos não forem esterilizados. A contaminação dos instrumentos utilizados pode causar infecções bacterianas graves. Homem precisa de cirurgia para retirar objeto Os médicos descobriram que o cabo USB estava alojado na bexiga do jovem, dificultando a remoção. Foi necessário realizar um procedimento cirúrgico, sob anestesia geral, no qual se introduziu uma câmera na uretra, junto com o cabo. Com cuidado para evitar maiores danos, a equipe conseguiu remover o objeto. Cabo USB introduzido pelo homem na uretra era grande e de difícil remoção Depois da retirada bem-sucedida, exames confirmaram que o universitário teve apenas ferimentos leves na uretra. Além de antibióticos e analgésicos, ele precisou usar cateter urinário por uma semana para facilitar a recuperação. Novos testes pós-procedimento confirmaram que o homem continuava se recuperando bem, sem danos permanentes. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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