Homem tem dor repentina e não sente a genitália há 18 anos. Entenda Ouvir 11 de novembro de 2025 Aos 14 anos, o irlandês Mark Beattie estava sentado, mexendo no computador, quando sentiu uma dor muito forte e repentina. Desde então, ele não sente mais a genitália. Hoje, aos 32 anos, o homem ainda tenta descobrir exatamente o que aconteceu, mas vive com dores que o impedem de trabalhar, sair de casa e ter relacionamentos. “Eu lembro que meu assoalho pélvico enlouqueceu e senti tudo mudar”, conta, em entrevista ao jornal The Sun. Mark não sente o pênis e nem a bexiga — por isso, não sabe quando precisa urinar –, sente dores intensas o tempo todo na pélvis e pernas, tem espasmos musculares na região e não consegue ter relações sexuais. Leia também Saúde Bebê tem alterações na genitália após contato com testosterona do pai Pouca vergonha 16 centímetros é grande? Saiba qual o tamanho médio de um pênis Saúde Sinais no pênis podem indicar diabetes ou câncer. Saiba quais Pouca vergonha Mito ou verdade? Médico responde se o pênis “encolhe” no frio Ele só consegue andar pequenas distâncias e, alguns dias, quando a dor está especialmente forte, não consegue sair da cama. O irlandês passou anos em busca de um diagnóstico, mas os médicos nunca conseguiram definir o que está acontecendo. “Inicialmente, pensei que fosse algo psicossomático e que estivesse ligado à minha saúde mental. Praticamente desisti da ideia de ter hobbies ou cultivar qualquer paixão”, lamenta. Depois de muita pesquisa por conta própria e todos os exames que poderia fazer, Mark acredita que tem compressão do nervo pudendo. A condição é desencadeada por atividades que exercem pressão sobre o nervo — ficar sentado por muito tempo é uma delas. O nervo pudendo é o principal nervo do períneo e, em homens, passa entre a bolsa escrotal e o ânus, sendo responsável pelo esfíncer externo da uretra e do ânus. Os pacientes com compressão na região sentem dormência na genitália e têm dificuldades com relações sexuais. O irlandês conta que já encontrou dois médicos, um na Bélgica e outro na Áustria, que estão dispostos a tratá-lo. Agora, ele tenta juntar dinheiro suficiente para viajar e seguir com o tratamento. “Se der certo, me daria uma chance de ter um futuro – espero entrar para a faculdade de medicina depois de tudo isso”, afirma. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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