Mounjaro 2.0: nova caneta emagrecedora reduz 28% do peso corporal Ouvir 13 de dezembro de 2025 A farmacêutica Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, divulgou na quinta-feira (11/12) resultados promissores de sua nova caneta emagrecedora, ainda mais potente que a anterior. Os resultados iniciais de fase 3 com a retatrutida, nova molécula experimental contra obesidade, mostraram uma perda de peso média de 28,7% – tanto quanto uma cirurgia bariátrica. Os dados pertencem ao estudo TRIUMPH-4, e foram a última etapa de avaliações antes do pedido de aprovação regulatória, que deve ocorrer no ano que vem nos Estados Unidos. A pesquisa acompanhou voluntários que usaram o remédio por 68 semanas, aproximadamente um ano e meio. 84% dos pacientes no estudo clínico tinham obesidade grave (IMC acima de 35). Leia também Saúde Mounjaro: entenda o que muda na prescrição após nova regra da Anvisa Saúde Benefícios à saúde se perdem após fim do uso de Mounjaro, diz estudo Bem-Estar Ozempic, Mounjaro e mais: como saber se a caneta emagrecedora é falsa Saúde Mounjaro mexe com sinais cerebrais para controlar impulsos, diz estudo Alguns pacientes tratados tiveram perdas de 30 kg a mais do que o grupo que usou placebo e apenas passou por planos alimentares e de exercicio. Entre participantes que receberam dose mais alta, 23,7% alcançaram redução de massa superior a 35% do peso corporal. Não foi avaliado, porém, se os pacientes recuperaram parte do peso após interromper o uso. O percentual supera todos os resultados vistos com outras canetas emagrecedoras recentes, inclusive superiores a próximos lançamentos, como a amicretina, da Novo Nordisk (fabricante do Ozempic), que em estudos iniciais levou a 22% de redução de peso em 36 semanas em doses mais altas. Da perda de peso a dores no joelho A eficácia da retatrutida se aproxima da observada após cirurgia bariátrica, que costuma variar entre 25% e 35% nos primeiros anos. A aplicação ocorre por injeção semanal. Além do efeito no peso, o estudo avaliou o impacto da droga sobre osteoartrite de joelho. Os dados mostraram redução de 75,8% na escala de dor usada em pesquisas clínicas. “Pessoas com obesidade e osteoartrite no joelho frequentemente convivem com dor e mobilidade reduzida, podendo eventualmente necessitar de uma artroplastia total do joelho”, afirmou Kenneth Custer, presidente da Lilly Cardiometabolic Health, em um comunicado à imprensa. Com a expectativa de divulgação de mais sete resultados da fase 3 em 2026, ele afirmou que acredita que o remédio poderá se tornar uma opção importante para pacientes com necessidades significativas de perda de peso e certas complicações, incluindo osteoartrite no joelho. A perda de peso com o Mounjaro é de aproximadamente 20,9% após 72 semanas Comparação com o Mounjaro e outras canetas A retatrutida integra a classe dos análogos de GLP-1, remédios que transformaram o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. O grupo inclui a semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, já aprovado para essas indicações. A tirzepatida, base do Mounjaro, já representava avanço por atuar como duplo agonista, ao imitar GLP-1 e GIP. A retatrutida vai além ao também simular o glucagon, o que explica resultados ainda mais expressivos, por isso é classificada como um inédito triplo agonista. Isso potencializa os efeitos do remédio. O Mounjaro leva em média a 20,9% de redução após 72 semanas. Como desfechos adicionais, o TRIUMPH-4 apontou redução de marcadores de risco cardiovascular, como colesterol não-HDL, triglicerídeos e proteína C reativa ultrassensível. Na dose mais alta, houve queda da pressão arterial. O perfil de segurança foi semelhante ao de outros análogos de GLP-1. Eventos adversos mais comuns incluíram náusea, diarréia, constipação e vômitos, em geral leves ou moderados. Vale destacar, porém, que retatrutida segue em avaliação e ainda não pode ser comercializada. Notícias
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