“Nunca tive um Natal em família”, diz jovem com condição rara Ouvir 24 de dezembro de 2024 Uma condição rara impede Grayson Whitake, 19 anos, de celebrar o Natal com a família. O jovem inglês vive desde a infância com síndrome da sensibilidade seletiva a sons. Também chamada de misofonia, a doença é caracterizada pelo incômodo intenso a sons repetitivos, como o dos talheres, mastigação, mascar de chiclete, tosse, pigarro, assoar do nariz ou assovios, por exemplo. O som da digitação, o apertar da caneta e o estalar dos dedos também podem ser extremamente perturbadores para as pessoas que convivem com a condição. “Nunca tive um jantar de Natal com minha família, então não tenho essas boas lembranças. Eu adoraria estar com meus pais em vez de ficar preso no meu quarto sozinho, mas fisicamente não posso por causa dos sons. Eu simplesmente me tranco no meu quarto”, conta Grayson em entrevista ao jornal The Sun. Leia também Saúde Mulher com condição rara desmaia sempre que ri ou chora. Entenda Saúde Pharrell Williams revela ter condição rara em documentário. Entenda Saúde Síndrome de Fowler: condição rara faz mulher ficar 8 anos sem urinar Saúde Homem com condição rara vê mundo cor-de-rosa ao ter orgasmos O adolescente diz sentir raiva com todo o barulho. Por isso, ele prefere ficar trancado no quarto a descontar o sentimento na família. O quadro mais comum da misofonia é a forte reação emocional negativa, incontrolável e desproporcional às situações de exposição aos sons. Os pacientes acabam sentindo irritabilidade, raiva, ódio e, às vezes, nojo. O sentimento pode ser acompanhado por sintomas físicos, como mal-estar, taquicardia, palpitação e sudorese. “Lembro-me de quando eu era criança e tinha que sair do quarto se meu pai fungasse. A raiva era avassaladora. Eu não sabia como falar sobre minhas emoções, então meus pais achavam que eu estava sendo um pirralho. Eles não perceberam que havia algo realmente errado até eu começar a coçar as pernas”, lembra. Grayson abandonou a escola porque não conseguia lidar com os sons dos colegas e passou os anos seguintes isolado no quarto. O rapaz começou a fazer terapia e a praticar atividades físicas para aliviar a raiva. Hoje ele trabalha em uma rede de fast food, onde diz ser barulhento, mas que os ruídos repetitivos acabam sendo abafados, o que facilita seu cotidiano. O jovem inglês espera ajudar outras pessoas que sofrem com misofonia, levando informação. “As pessoas realmente não entendem, o que é muito difícil. Espero que um dia eu consiga me recompor e passar o Natal com minha família”, conta. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre isso! Notícias
Notícias A Revolução da Medicina Preditiva: Como a Tecnologia Está Transformando a Saúde 12 de agosto de 202512 de agosto de 2025 A medicina preditiva é um campo em constante evolução que está revolucionando a forma como abordamos a saúde e o tratamento de doenças. Com o avanço da tecnologia e a capacidade de processar grandes volumes de dados, os profissionais de saúde agora têm acesso a ferramentas poderosas que permitem prever… Read More
Notícias Ministério da Saúde amplia triagem de autismo em crianças no SUS 19 de setembro de 2025 O Ministério da Saúde anunciou a criação de uma nova linha de cuidado para crianças com transtorno do espectro autista (TEA). A principal orientação é que todas as crianças entre 16 a 30 meses de idade sejam avaliadas quanto a sinais do espectro durante as consultas de rotina na atenção… Read More
Quem tem pressão alta pode tomar creatina? Entenda os efeitos 4 de março de 2024 A creatina é um conjunto de aminoácidos com vários benefícios, como a melhora na recuperação dos músculos, aumento de massa muscular e combate à fadiga. A substância é muito popular, e usada de forma ampla. Ainda assim, o consumo do suplemento gera dúvidas como, por exemplo, se é seguro para pessoas… Read More