Refrigerantes “zero” aumentam risco de gordura no fígado, diz estudo Ouvir 11 de outubro de 2025 Um novo estudo apresentado no congresso europeu sobre gastroenterologia UEG Week 2025 mostrou que as bebidas adoçadas artificialmente, conhecidas como “diet” ou “zero”, podem causar mais danos ao fígado do que as versões com açúcar comum. Os pesquisadores acompanharam por cerca de 10 anos mais de 123 mil pessoas do banco de dados britânico UK Biobank que não tinham histórico de doença hepática no início da pesquisa. Leia também Vida & Estilo Gordura no fígado: 5 alimentos que pioram o quadro para tirar da dieta Saúde Chá anti-inflamatório auxilia na saúde do fígado e melhora a digestão Saúde Fígado de porco modificado é transplantado a pessoa viva pela 1ª vez Saúde Estudo: beber refrigerante todo dia aumenta risco de gordura no fígado Eles analisaram o consumo de dois tipos de bebidas: as adoçadas com açúcar e as adoçadas artificialmente. O resultado foi claro: quem consumia mais de 250 gramas de adoçante por dia — o equivalente a uma lata — teve risco 60% maior de desenvolver doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica, uma condição que pode evoluir para cirrose e câncer de fígado. No grupo das bebidas com açúcar, o aumento foi de aproximadamente 50%. Ao longo do estudo, 1.178 pessoas desenvolveram a doença hepática gordurosa e 108 morreram por causas relacionadas ao fígado. Mesmo sem açúcar, o refrigerante não chega a ser um aliado Outro dado importante é que apenas as bebidas diet mostraram relação com mortes por doenças hepáticas, o que surpreendeu os pesquisadores. As análises também revelaram que ambos os tipos de bebida contribuíram para o acúmulo de gordura no fígado. Quando os cientistas simularam o efeito de substituir refrigerantes por água, o risco de desenvolver a doença hepática caiu 12,8% no caso das bebidas açucaradas e 15,2% no caso das diet. Já trocar uma pela outra não trouxe benefício algum. Os autores explicam que os adoçantes artificiais podem interferir em mecanismos metabólicos e no equilíbrio da microbiota intestinal, o que ajuda a entender por que podem ser prejudiciais mesmo sem conter açúcar. “Esses achados desafiam a percepção de que as versões ‘sem açúcar’ são automaticamente mais seguras. É necessário cautela e novos estudos para entender os efeitos metabólicos dos adoçantes artificiais”, concluem os autores. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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