Restrição calórica: o que a ciência diz sobre a tática para viver mais Ouvir 19 de setembro de 2024 A forma como nos alimentamos está relacionada com a saúde. Uma dieta balanceada pode prevenir doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes e até o câncer. Estudos recentes vão além, mostrando que fazer restrição calórica pode aumentar a longevidade, fazendo com que as pessoas vivam alguns anos a mais. Porém, os cientistas ainda tentam descobrir qual é a fórmula exata para que a restrição calórica funcione. É mais importante ingerir menos calorias ao longo do dia ou ficar por longos períodos sem comer (como o jejum intermitente)? Leia também Saúde Nutri aponta 5 suplementos que auxiliam a busca por longevidade Claudia Meireles Substância achada em frutas é a nova aposta para longevidade Saúde Sangue de centenários fornece pistas sobre os segredos da longevidade Saúde Cientistas apontam tempo ideal de jejum para evitar diabetes Longevidade através da restrição calórica A restrição de calorias é uma intervenção comprovada há décadas para retardar o envelhecimento de animais. Em vermes, moscas e camundongos, a estratégia pode atrasar os processos biológicos de envelhecimento e prolongar a expectativa de vida saudável. Mas os estudos com humanos ainda são iniciais. Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Columbia (EUA) mostrou, em fevereiro de 2023, que adultos saudáveis que seguem uma dieta com restrição de calorias podem ficar biologicamente velhos mais vagarosamente. Foi a primeira vez que pesquisadores investigaram os efeitos da estratégia a longo prazo em humanos saudáveis e não obesos. Cerca de 200 pessoas com idades entre 21 e 50 anos participaram do experimento. Elas foram submetidas a uma dieta com restrição de 25% da ingestão calórica ou uma dieta normal ao longo de dois anos. Ao final do período, quem passou pela intervenção apresentou uma redução de 2% a 3% no ritmo do envelhecimento. O artigo foi publicado na revista Nature Aging. Outro estudo publicado em maio de 2022 na revista Science sugeriu que, além de comer menos, devemos concentrar as refeições em horários que somos mais ativos. A partir de uma pesquisa com camundongos, os cientistas do Instituto Médico Howard Hughes (EUA) observaram que o simples fato de reduzir a dieta dos animais aumentava o tempo de vida deles em aproximadamente 10%. Mas quando eles eram submetidos também ao jejum intermitente, a expectativa de vida aumentou 35%. 7 imagens Fechar modal. 1 de 7 Cicero Lopes/Metrópoles 2 de 7 Cicero Lopes/Metrópoles 3 de 7 Cicero Lopes/Metrópoles 4 de 7 Cicero Lopes/Metrópoles 5 de 7 Cicero Lopes/Metrópoles 6 de 7 Cicero Lopes/Metrópoles 7 de 7 Cicero Lopes/Metrópoles Em um estudo publicado em outubro de 2023 na revista Aging Cell, pesquisadores do Instituto Nacional do Envelhecimento (NIA), dos EUA, confirmaram que a restrição calórica como estratégia nutricional associada à prática regular de atividade física em pacientes com sobrepeso e obesidade está relacionada à redução significativa da prevalência de doenças cardiovasculares. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), mais pessoas morrem anualmente por essas enfermidades do que por qualquer outra causa. O trabalho mostrou que diminuir o consumo calórico em apenas 12% por dia pode rejuvenescer os músculos, ativar vias biológicas e resultar em alguns anos a mais de vida. De acordo com os autores, a diminuição de calorias sem privar o corpo de vitaminas e minerais essenciais atrasa a progressão de doenças relacionadas à idade, como o AVC e doenças cardiovasculares. Restrição calórica não é indicada para todos A geriatra Gabrielle Beltrão, do Hospital Brasília Águas Claras, da rede Dasa, destaca que, como qualquer estratégia nutricional, a dieta deve ser individualizada. Cada paciente tem uma necessidade nutricional e regimes restritivos devem ser feitos com acompanhamento profissional. “Refeições fracionadas permitem que, naturalmente, o indivíduo opte por porções menores e mais saudáveis, já que não passará horas com fome, favorecendo hábitos alimentares mais balanceados. Pacientes com sobrepeso e obesidade terão metas proteico/calóricas completamente distintas às de um paciente sarcopênico. A restrição calórica nesse último, inclusive, é um fator de risco à redução da longevidade”, explica. A médica alerta que regimes alimentares rigorosos, que envolvam ingestão de energia muito baixa, são “fortemente desaconselháveis” para idosos. “Eles representam um risco de desnutrição e podem contribuir para um declínio na função física e cognitiva. A melhor estratégia é sempre individualizar o tratamento para cada paciente”, esclarece Gabrielle. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
O que sentimos e pensamos no momento da morte? 3 de janeiro de 2025 *O artigo foi escrito pelo professor de Biologia Celular Francisco José Esteban Ruiz, da Universidade de Jaén, na Espanha, e publicado na plataforma The Conversation Brasil. O momento da morte sempre foi um mistério. Embora não possamos saber exatamente o que ocorre, a ciência começou a revelar alguns detalhes sobre… Read More
Notícias Educa Talks: “Resistência antimicrobiana já é pandemia”, diz David Uip 25 de setembro de 2025 A resistência antimicrobiana, apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das maiores ameaças à saúde global, foi o tema da primeira edição do Educa Talks, promovido pelo Metrópoles em parceria com o Centro Universitário Euroamericano (Unieuro). O encontro reuniu o infectologista David Uip, referência nacional no enfrentamento de… Read More
Notícias O que é mal súbito, causa da morte da fotógrafa Ingryd Alves aos 28 27 de outubro de 2023 A fotógrafa Ingryd Alves morreu na manhã de quinta-feira (26/10), aos 28 anos, após sofrer um mal súbito. Ela tinha dois estúdios de fotografia em São Paulo e fazia ensaios de grávidas, bebês recém-nascidos e famílias. Recentemente, a jovem fez o ensaio da filha recém-nascida de Bruna Biancardi e Neymar…. Read More