Sociedade europeia reforça que vacina pode prevenir doenças cardíacas Ouvir 14 de julho de 2025 Vacinas contra gripe, Covid-19, pneumonia e outros vírus respiratórios podem desempenhar um papel importante na prevenção de doenças cardiovasculares, segundo nova Declaração de Consenso Clínico da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC, na sigla em inglês). O documento, publicado na revista European Heart Journal em 30 de junho, apresenta evidências de que a imunização ajuda não apenas a evitar infecções, mas também a reduzir infartos, insuficiência cardíaca e outros eventos cardiovasculares graves. “A totalidade das evidências indica que a vacinação deve se tornar um pilar fundamental das estratégias preventivas, juntamente com outras medidas estabelecidas”, afirmou Thomas F. Lüscher, presidente da ESC e autor da publicação, em comunicado. Infecções podem aumentar risco de eventos cardíacos Segundo o texto, infecções como gripe, pneumonia pneumocócica, Covid-19 e vírus sincicial respiratório estão associadas a maior morbidade e mortalidade cardiovascular. “Sabemos há muitos anos que a gripe pode aumentar o risco de eventos cardiovasculares adversos graves, como ataques cardíacos, e exacerbar a insuficiência cardíaca”, explicou Lüscher. Leia também Saúde Apenas uma em cada três cidades do Brasil cumpre metas de vacinação Saúde Vacinação nas escolas: por que crianças devem tomar vacina contra HPV Saúde Vacinação pode prevenir a perda auditiva infantil, alerta pesquisa Saúde Meningite: mudança na vacinação passa a valer a partir de hoje (1º/7) Estudos citados no documento mostram que outras infecções respiratórias também podem ter impacto semelhante. O principal mecanismo envolvido é a inflamação provocada por essas doenças, que desestabiliza o sistema cardiovascular e pode desencadear complicações, especialmente em pessoas com doenças pré-existentes. Documento reúne orientações práticas Com base nas evidências, a ESC recomenda a vacinação de grupos mais suscetíveis às complicações, incluindo pessoas com insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana, cardiopatias congênitas e pacientes transplantados, além de gestantes. As recomendações incluem orientações sobre quais vacinas são indicadas para cada perfil clínico e com que frequência devem ser administradas. A publicação também aborda possíveis reações adversas após a vacinação, como casos raros de miocardite, e sugere estratégias de manejo adequadas. “A nova publicação descreve como a vacinação não apenas previne infecções, mas também reduz o risco de eventos cardiovasculares, particularmente em indivíduos suscetíveis”, explicou Lüscher. A proposta da ESC é ampliar a visão da prevenção cardiovascular, incorporando a vacinação como um novo componente das estratégias de prevenção e contribuindo para reduzir o impacto global das doenças cardíacas, que seguem como uma das principais causas de morte no mundo. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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