SUS inicia troca de papanicolau por exame de DNA. Entenda o novo teste Ouvir 18 de agosto de 2025 O Ministério da Saúde iniciou, na sexta-feira (15/8), a distribuição gradual do exame DNA-HPV, que deve substituir progressivamente no Brasil a realização do papanicolau para o rastreamento do câncer de colo do útero no Sistema Único de Saúde (SUS). O teste feito com a secreção do colo do útero avalia 14 tipos do papilomavírus humano (HPV) que são mais cancerígenos. Ele será o teste primário e o papanicolau ficará restrito à confirmação de casos positivos. O que é o HPV? A infecção por papilomavírus humano (HPV) é uma das mais incidentes. Ela leva ao aparecimento de lesões na pele dos órgãos genitais de homens e mulheres. A textura dessas alterações pode ser suave ou rugosa, com coloração que varia de acordo com o tom de pele. Elas não causam dor, mas são contagiosas. Os sintomas podem ser silenciosos. A melhor forma de prevenção do HPV é evitar o contágio e se vacinar. A substituição começa a ser feita em um município de cada estado selecionado: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Pará, Rondônia, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Distrito Federal. A meta é que, até dezembro de 2026, o novo rastreio esteja presente na rede pública em todo o território nacional, beneficiando 7 milhões de mulheres com idades entre 25 a 64 anos anualmente. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, graças à estrutura do SUS a implantação no Brasil será mais rápida do que a de outros países que adotam o teste, como Reino Unido, Espanha e Portugal, que levaram três anos para difundi-lo nacionalmente. “Estamos aproveitando a infraestrutura criada durante a pandemia para os testes de biologia molecular. Essa estrutura agora será utilizada para o diagnóstico do HPV, permitindo reduzir o tempo de espera e iniciar o tratamento o mais rápido possível. Com diagnóstico mais rápido e tratamento precoce, podemos salvar muitas vidas”, disse o ministro na sexta-feira, durante o lançamento da iniciativa em Recife. Leia também Saúde Teste de DNA é aliado para detectar HPV e pode substituir papanicolau Saúde Primeiro teste caseiro de papanicolau é aprovado nos EUA. Entenda Saúde Papanicolau: mulheres recriam espéculo vaginal para reduzir dor Saúde SUS substituirá papanicolau por exame de DNA mais eficaz este ano Como funciona o teste de DNA? A coleta continua semelhante à do exame anterior, com retirada de secreção do colo do útero. A diferença é que o material não vai mais para lâmina, mas para tubo com líquido conservante, enviado a laboratórios para análise do DNA viral. Segundo a pasta, a tecnologia permite identificar o vírus antes do surgimento de lesões. Isso amplia a chance de diagnóstico precoce e reduz a necessidade de intervenções desnecessárias, com intervalo maior entre exames em pacientes sem presença do HPV. Com resultado negativo, a mulher poderá repetir a coleta apenas a cada cinco anos. O método foi desenvolvido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A decisão de incorporar a tecnologia ao SUS foi tomada após avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que considerou o DNA-HPV mais preciso que o papanicolau tradicional, o que justifica o investimento. Estudos mostram que a detecção precoce pode ocorrer até dez anos antes do surgimento de lesões identificáveis no papanicolau. Essa diferença aumenta a chance de tratamento e reduz a mortalidade associada à doença. 3 imagensFechar modal.1 de 3 HPV – A infecção por papilomavírus humano (HPV) é uma das mais incidentes e pode ser prevenida com vacina. Ela leva ao aparecimento de lesões na pele dos órgãos genitais de homens e mulheres. A textura dessas alterações pode ser suave ou rugosa, com coloração que varia de acordo com o tom de pele. Elas não causam dor, mas são contagiosas Getty Images2 de 3 Sintomas podem ser silenciosos e melhor forma de prevenção do HPV é evitar o contágio e usar a vacina Getty Images3 de 3 HPV: 1 a cada 3 homens está infectado, diz estudo e a infecção também traz riscos à saúde deles, aumentando risco de câncer de pênis e ânus, por exemplo Getty Images HPV e prevenção O HPV é a principal causa do câncer de colo do útero, terceiro mais incidente entre brasileiras. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimam 17 mil novos casos anuais e 20 mortes por dia no país, com maior impacto nas regiões Norte e Nordeste. A vacina contra o HPV é considerada medida complementar ao rastreamento. Disponível no SUS, é aplicada em dose única em meninas de 9 a 14 anos e em grupos específicos até 45 anos, como pessoas imunossuprimidas ou em tratamento oncológico. O Ministério da Saúde afirma que a combinação entre vacinação e rastreamento com DNA-HPV pode acelerar a meta de redução da doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o DNA-HPV como padrão ouro no rastreamento do câncer de colo do útero. O exame faz parte da estratégia global para eliminar a doença como problema de saúde pública até 2030. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Suplemento de ora-pro-nóbis: médica defende que folha funciona melhor 3 de abril de 2025 Nessa quarta-feira (2/4), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu interditar a venda de suplementos à base de ora-pro-nóbis. A justificativa é que a planta não está na lista de ingredientes autorizados para uso em suplementos alimentares. A planta, muito comum no Brasil, porém, é amplamente consumida in natura… Read More
3 atitudes para emagrecer rápido e sem passar fome 29 de outubro de 2024 Há quem pense que emagrecer causa sofrimento, não é mesmo? Saiba que esse processo pode ser feito com tranquilidade. Leia também Claudia Meireles Nutricionista elege os 3 melhores carboidratos para emagrecer Vida & Estilo Nutris listam 3 alimentos ricos em colágeno e que ajudam a emagrecer Vida & Estilo Chá… Read More
Jovem de 22 anos sofre ataque cardíaco confundido com crise de pânico 29 de setembro de 2024 Aos 22 anos de idade, a professora de educação física britânica Faith Harrison voltava de uma partida de hockey quando começou a se sentir estranha. Ela lembra que se sentia meio “dura”, com frio e agitada, mas não deu importância aos sintomas. “Meia hora depois, enquanto eu estava dirigindo, senti… Read More