SUS substituirá papanicolau por exame de DNA mais eficaz este ano Ouvir 16 de abril de 2025 O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a substituir gradualmente o papanicolau pelo exame molecular de DNA-HPV. O teste com coleta de amostras é mais eficaz para a detecção do vírus causador do câncer de colo de útero. A técnica, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é mais precisa na detecção de casos precoces. Estudos mostram que ela revela a presença do vírus 10 anos antes do aparecimento das lesões visíveis no exame papanicolau, que hoje é padrão. Este intervalo de diagnóstico precoce reduz o risco de morte pela doença. “A tecnologia de DNA para a detecção do HPV, junto ao rastreamento periódico, é mais fidedigno que o papanicolau para fazer a prevenção desta doença”, afirma a ginecologista Sálua Calil, da Rede Mater Dei de Saúde. A transição no SUS será gradual, conforme diretrizes divulgadas pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), mas a previsão é que em até 180 dias o exame já seja o padrão de rastreamento na rede pública. Profissionais de enfermagem já capacitados para o papanicolau poderão realizar a coleta do novo teste. “O material é um pouco diferente, mas com treinamento básico, o enfermeiro consegue fazê-lo”, afirma Gabriela Giacomini, representante do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Leia também Saúde Vacinação nas escolas: por que crianças devem tomar vacina contra HPV Saúde HPV: mulher evita câncer após descobrir lesão em teste de rastreamento Fábia Oliveira Aline Campos revela cirurgia para remoção de lesão causada por HPV Saúde Cientista mexicana desenvolve técnica que elimina 100% do vírus HPV Intervalo maior entre exames Com a adoção do teste molecular, o intervalo entre coletas para mulheres sem diagnóstico de HPV passará de três para cinco anos, reduzindo a frequência de realização do exame. A faixa etária recomendada permanece de 25 a 49 anos. O exame identifica os principais subtipos do vírus que são associados ao aparecimento de lesões, como os tipos 16 e 18, responsáveis por 70% das feridas pré-cancerosas. Caso detectados, a paciente será encaminhada diretamente à colposcopia, em que uma lente amplia a visão das áreas examinadas e aumenta a precisão dos laudos. HPV e o câncer de colo de útero O papilomavírus humano (HPV) está ligado a quase todos os casos de câncer de colo de útero. Este tipo de tumor ginecológico é o terceiro mais comum entre mulheres brasileiras. O HPV ainda é ligado a outras neoplasias perigosas, como os tumores de ânus, pênis e faringe. O HPV atinge mais da metade (54,4%) das mulheres brasileiras que já iniciaram suas vidas sexuais e 41,6% dos homens na mesma circunstância. Ter o vírus não é sinônimo de doença, mas sinal de risco para seu desenvolvimento. A vacina contra o HPV é uma das formas mais eficazes de prevenir o aparecimento destes tumores. A integração entre vacinação e teste molecular pode acelerar a meta da OMS de eliminar o câncer de colo de útero até 2030. Em 2024, o Ministério da Saúde atualizou a indicação de imunização com dose única da vacina, visando ampliar a capacidade de imunização e intensificar a proteção contra a doença e outras complicações relacionadas ao HPV. A vacina está disponível no SUS para: meninas com idade entre 9 a 14 anos; adolescentes e mulheres vítimas de abuso sexual; indivíduos vivendo com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos, com idades entre 9 e 45 anos. 3 imagens Fechar modal. 1 de 3 HPV – A infecção por papilomavírus humano (HPV) é uma das mais incidentes e pode ser prevenida com vacina. Ela leva ao aparecimento de lesões na pele dos órgãos genitais de homens e mulheres. A textura dessas alterações pode ser suave ou rugosa, com coloração que varia de acordo com o tom de pele. Elas não causam dor, mas são contagiosas Getty Images 2 de 3 Sintomas podem ser silenciosos e melhor forma de prevenção do HPV é evitar o contágio e usar a vacina Getty Images 3 de 3 HPV: 1 a cada 3 homens está infectado, diz estudo e a infecção também traz riscos à saúde deles, aumentando risco de câncer de pênis e ânus, por exemplo Getty Images Na maioria dos casos, o câncer de colo de útero é assintomático em seus estágios iniciais. No entanto, sintomas podem aparecer e indicar a presença da doença, explica a oncologista Thais Almeida, oncologista no IBCC Oncologia, hospital especializado no tratamento de câncer. “À medida que a doença progride, alguns sinais podem surgir, como sangramento vaginal anormal, sangramento durante a relação íntima, dor pélvica e corrimento vaginal incomum com odor desagradável”, detalha. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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