80% das crianças de até 2 anos consomem ultraprocessados, diz pesquisa Ouvir 20 de setembro de 2024 Oito em cada dez bebês brasileiros com idades entre 6 meses e 1 ano e 11 meses consomem alimentos ultraprocessados. Para elas, os ultraprocessados representam 20,5% da energia na dieta. O número alarmante vem do novo relatório do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani). Entre as crianças na faixa etária dos 2 anos a 4 anos e 11 meses, o consumo dos ultraprocessados chega a 93%. Nesse recorte, esse tipo de alimentação representa 30,4% da energia das crianças. O Enani é uma pesquisa do Ministério da Saúde conduzida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para avaliar as práticas de aleitamento materno, os hábitos alimentares, o peso, a altura e a deficiência de vitaminas e minerais em crianças de até 6 anos de todo o Brasil. As visitas da segunda edição do estudo foram realizadas entre 2019 e 2020, em 123 municípios de todo o país. Cerca de 15,5 mil crianças e 12,1 mil mães participaram da pesquisa. Leia também Saúde Fugir de ultraprocessados reduz risco de diabetes em ao menos 14% Saúde Alimentos ultraprocessados diminuem expectativa de vida, diz estudo Saúde Excesso de ultraprocessados pode causar insônia crônica, sugere estudo Saúde Ultraprocessados podem afetar a memória, sugere estudo de Harvard Alimentação das crianças Nas entrevistas, os pesquisadores tentaram detalhar a alimentação das crianças. Entraram na categoria de ultraprocessados alimentos como: bebidas açucaradas e adoçadas artificialmente (suco industrializado, água de coco de caixinha e refrigerante, por exemplo), salgadinhos de pacote; biscoito/bolacha doce ou salgada; guloseimas (bala, pirulito, outras); iogurtes; pão industrializado; farinhas instantâneas; carnes processadas; e macarrão instantâneo. Para as crianças brasileiras com 6 a 23 meses de idade, 48% da energia diária é proveniente de alimentos in natura ou minimamente processados; 21,5% vem do leite materno; 20,5% dos alimentos ultraprocessados; 5% de ingredientes culinários; 3,2% de fórmulas infantis e 1,8% de alimentos processados. Os mais velhos — com 24 a 59 meses de idade — obtêm 55,3% da energia de alimentos in natura ou minimamente processados. Outros 30,4% são derivados de alimentos ultraprocessados; 8% de ingredientes culinários; 4,4% de alimentos processados; 1,9% de leite materno e 0,1% de fórmulas infantis. 4 imagens Fechar modal. 1 de 4 Alimentos ultraprocessados são considerados os vilões da saúde Getty Images 2 de 4 Doces e refrigerantes são alguns exemplos de alimentos ultraprocessados com muito açúcar Happy_lark/Getty Images 3 de 4 Os alimentos ultraprocessados podem ser considerados viciantes Getty Images 4 de 4 Hábitos alimentares ruins estão associados ao declínio cognitivo Diferença da alimentação nos lares brasileiros Os dados mostram que as crianças negras são as que mais consomem os ultraprocessados — 85,7% delas consomem essa categoria de alimentos. Em seguida aparecem pardos (81,8%) e brancos (77,9%). A alimentação nas áreas rurais foi apontada como a mais saudável, com 75,8% das crianças consumindo ultraprocessados contra 80,8% nas cidades. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Câncer de intestino: conheça sintomas e por que fazer exame preventivo 5 de dezembro de 2024 O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, é um tipo de tumor que se forma no cólon ou no reto, partes finais do sistema digestivo. Ele ocorre devido ao crescimento descontrolado de células anormais na mucosa intestinal, podendo causar sintomas como alterações no hábito intestinal e dores abdominais…. Read More
Minoxidil causa síndrome do lobisomem? Entenda caso de bebês europeus 5 de dezembro de 2024 Alguns bebês na Europa desenvolveram hipertricose, condição também conhecida como síndrome do lobisomem, após contato com cuidadores que usavam o medicamento minoxidil. O remédio combate a queda de cabelo e incentiva o crescimento de novos fios na área em que é aplicado, mas o contato com a pele e com… Read More
Notícias Chá de especiaria com sabor adocicado ajuda a controlar a glicemia 14 de setembro de 2025 O chá de canela é uma bebida antiga e saborosa, com benefícios que vão além do simples prazer gustativo. Entre eles, está o auxílio no controle da glicemia, contribuindo com a regulação dos níveis de açúcar no sangue. Compostos bioativos presentes na canela — como o cinamaldeído, polifenóis, catequinas e chalconas… Read More