Estudo sugere traço no rosto que pode indicar maior risco de demência Ouvir 26 de novembro de 2024 O surgimento de linhas de expressão e de rugas é parte natural do envelhecimento. Elas aparecem para todos — em maior ou menor intensidade —, mas alguns desses traços podem revelar mais do que a idade. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Fudan, na China, sugere que os pés de galinha, aquelas rugas que aparecem na lateral do olho, podem indicar que a pessoa tem 2,5 vezes mais chance de ser diagnosticada com demência no futuro. Os resultados foram publicados no início do mês, na revista Alzheimer’s Research and Therapy. A explicação, de acordo com os pesquisadores, pode estar na exposição excessiva ao sol e a outros fatores do estilo de vida. Em geral, o envelhecimento facial e o comprometimento cognitivo são processos complexos, influenciados por fatores biológicos, genéticos e ambientais – como tabagismo, exposição ao sol e baixo nível socioeconômico, por exemplo. “O envelhecimento facial, tanto subjetivo quanto objetivo, pode ser um indicador de declínio cognitivo e risco de demência em adultos mais velhos. Descobrimos que uma percepção de idade facial maior do que a idade real estava associada a alto risco de comprometimento cognitivo e demência”, escreveram os pesquisadores no artigo científico. Rugas e demência Os pesquisadores analisaram dados de saúde de 195.329 adultos, com idade média de 64 anos. Na primeira fase do estudo, os participantes foram questionados sobre a percepção de outras pessoas sobre sua aparência — se os outros achavam que eles pareciam mais jovens, mais velhos ou tinham aproximadamente a idade real. Nos 12 anos seguintes, foram registrados 5.659 diagnósticos de demência entre os participantes do estudo. As pessoas que tinham uma aparência mais velha apresentaram risco 61% maior de estarem no grupos dos que desenvolveram demência. 8 imagens Fechar modal. 1 de 8 Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas PM Images/ Getty Images 2 de 8 Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista Andrew Brookes/ Getty Images 3 de 8 Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce Westend61/ Getty Images 4 de 8 Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano urbazon/ Getty Images 5 de 8 Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença OsakaWayne Studios/ Getty Images 6 de 8 Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns Kobus Louw/ Getty Images 7 de 8 Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença Rossella De Berti/ Getty Images 8 de 8 O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida Towfiqu Barbhuiya / EyeEm/ Getty Images Na segunda parte do estudo, os pesquisadores fotografaram 612 participantes para fazer uma análise mais detalhada das imagens. As pessoas que apresentavam mais rugas na área dos olhos tinham 2,5 vezes mais chances de apresentar comprometimento cognitivo. Uma das teorias dos pesquisadores é que a exposição excessiva ao sol pode prejudicar tanto a pele quanto a saúde cognitiva das pessoas. Estudos anteriores, feitos com animais, já sugeriram que o envelhecimento da pele induzido pelos raios UV pode afetar o sistema neuroimune, que protege as células cerebrais. “O envelhecimento facial pode ser um indicador de declínio cognitivo e risco de demência em adultos mais velhos, o que pode auxiliar no diagnóstico precoce e no gerenciamento de condições relacionadas à idade”, apontam os pesquisadores da Universidade Fudan. A pesquisa é observacional, portanto, não ficou provada uma relação direta entre ter a aparência mais velha do que a idade biológica e desenvolver demência ou ter mais “pés de galinha” no rosto e desenvolver demência. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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