Solidão pode alterar proteínas que desencadeiam doenças, diz estudo Ouvir 3 de janeiro de 2025 Não é de hoje que a medicina aponta para os riscos aumentados de morte precoce e de doenças crônicas em pessoas que têm pouca ou nenhuma interação social regular. No entanto, se desconhecia o que acontecia no corpo de indivíduos solitários para aumentar o risco de ter alguma doença. Leia também Saúde Dezembrite: saiba como evitar a angústia e a solidão no final de ano Saúde Solidão na velhice aumenta em 31% o risco de desenvolver demência Saúde Solidão aumenta o desejo por alimentos calóricos, aponta estudo Saúde Solidão envelhece e aumenta taxa de mortalidade, diz pesquisa Um estudo publicado na Nature Human Behavior nesta sexta-feira (3/1), porém, parece ter encontrado uma pista. A pesquisa chefiada por médicos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, e da Universidade de Fudan, na China, aponta que estar perto de muitas pessoas fortalece o sistema imunológico e reduz o risco de doenças. A investigação revelou que a conexão entre solidão e saúde debilitada está ligada a alterações nos níveis de proteínas no sangue. Foram feitos exames em cerca de 42 mil adultos e identificadas 175 proteínas mais abundantes nos testes daqueles que se identificavam como pessoas isoladas socialmente. Essas proteínas são produzidas em resposta à inflamação, infecção viral e como parte de nossas respostas imunológicas, além de terem sido associadas a doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, derrame e morte precoce. “As proteínas que identificamos nos dão pistas sobre a biologia que sustenta a saúde precária entre pessoas socialmente isoladas ou solitárias, destacando por que os relacionamentos sociais desempenham um papel tão importante em nos manter saudáveis”, afirmou o professor Jianfeng Feng, um dos participantes da investigação, em comunicado à imprensa. Proteínas associadas à solidão Uma das proteínas produzidas em níveis mais altos como resultado da solidão foi a ADM. Ela regula o estresse e restringe a produção de hormônios sociais, como a oxitocina, que gera sensações de prazer e euforia. Altos níveis dessa proteína foram relacionados a alterações no cérebro, como a redução do volume de algumas regiões do órgão, como o caudado esquerdo, área fundamental para o processamento emocional. Outra proteína, a ASGR1, foi vinculada ao risco elevado de doenças cardiovasculares e identificada na maioria das pessoas que afirmaram se sentir solitárias. A professora Barbara Sahakian, uma das autoras, reforçou a necessidade de iniciativas que promovam conexões sociais para manter a população saudável. “Mais e mais indivíduos de todas as idades estão relatando se sentir solitários. Precisamos encontrar maneiras de combater esse problema crescente e manter as pessoas conectadas para ajudá-las a continuar saudáveis”, concluiu ela. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Afinal de contas, a azeitona é um alimento saudável? Nutri comenta 7 de dezembro de 2023 Amada por uns e odiada por outros, a azeitona é o fruto da oliveira e é vendida tanto verde como madura (a versão roxa). É raro, porém, encontrar esse alimento em versões frescas no Brasil. Na maioria das vezes, ela é importada de outros países e vem mantida em conserva… Read More
Notícias Vape altera o DNA da boca tanto quanto o cigarro, sugere estudo 21 de março de 2024 Fumar vape pode levar a alterações prejudiciais do DNA semelhantes às de pessoas que fumam cigarro convencional. Uma pesquisa feita por cientistas ingleses apontou que os efeitos nocivos do tabagismo no funcionamento genético do organismo são semelhantes. O estudo foi publicado na revista científica Cancer Research na terça-feira (19/3). Embora… Read More
Notícias “Meu desafio era ficar vivo”, lembra transplantado duplo de pulmão 28 de setembro de 2025 Tudo começou com uma pneumonia, mas a progressão do quadro clínico do operador de som Augusto Walmir Zuvela Péra foi tão grave que ele desenvolveu uma fibrose (tecido cicatricial no pulmão que dificulta o funcionamento do órgão). Anos depois, por conta do problema, ele chegou a perder 35 quilos durante… Read More