Teste fácil prevê risco de queda em idosos com 72% de acerto. Entenda Ouvir 17 de janeiro de 2025 Um estudo realizado por médicos da Universidade de São Paulo (USP) com 153 idosos revelou que modificações sutis em um teste de equilíbrio comum podem prever quedas nos próximos seis meses com 72,5% de acerto. A pesquisa, publicada na revista BMC Geriatrics em novembro de 2024, sugere alterações em um exame já utilizado para avaliar estabilidade postural, tornando-o mais eficiente. Leia também Saúde Agnaldo Rayol: entenda os riscos de quedas em idosos e como evitá-las Saúde Queda de massa magra do Ozempic preocupa usuários idosos. Entenda Saúde Manter o equilíbrio em uma perna ajuda a avaliar a saúde ao envelhecer Saúde Cientistas sugerem teste de equilíbrio para avaliar saúde. Confira Quatro posições determinam estabilidade O teste avalia o equilíbrio em quatro posições. Todas elas são feitas de pé, sem o auxílio de apoios para as mãos: Pés paralelos (bipodal); Um pé ligeiramente à frente do outro (semi-tandem); Pés alinhados em linha reta (tandem); Equilíbrando sobre um pé só (unipodal). O teste realizado anteriormente tinha menos capacidade de previsão do risco por pedir que os idosos ficassem pouco tempo (10 segundos) em cada posição. No formato proposto na pesquisa, são recomendados 30 segundos, especialmente nas duas posições mais desafiadoras (tandem e unipodal). Maior tempo, maior segurança A pesquisa mostrou que, para cada segundo a mais que o meio minuto de base que um idoso conseguia se equilibrar nas posições mais desafiadoras, o risco de queda nos seis meses seguintes diminuía em 5%. Para a fisioterapeuta Daniela Cristina Carvalho de Abreu, coordenadora do Laboratório de Avaliação e Reabilitação do Equilíbrio (Lare) da USP, principal autora da pesquisa, a vantagem principal desse novo método é prever futuras quedas sem necessitar de equipamentos específicos. “O que acontece é que, com a realização do teste mantido por 30 segundos, conseguimos não só identificar os indivíduos com problemas sutis de equilíbrio, mas também predizer qual o risco do idoso cair nos próximos seis meses – o que torna a investigação posterior sobre a causa desse desequilíbrio ainda mais importante”, conta ela em entrevista à Agência Fapesp. Resultados e impacto clínico Para avaliar a eficácia das previsões feitas no teste, os 153 idosos que foram voluntários da pesquisa tiveram sua saúde acompanhada pelo semestre seguinte. Os indivíduos que caíram nos próximos seis meses conseguiram manter o equilíbrio em um pé só por uma média de 10,4 segundos e ficar na posição com um pé na frente do outro alinhado por 17,5 segundos. Os que não sofreram quedas permaneceram nessas posições por 17,2 e 24,8 segundos, respectivamente. Durante os testes, para ter resultados mais precisos de medição da estabilidade, foi usada também uma plataforma de força para medir oscilações posturais, um equipamento que ajuda a medir a força aplicada em cada pequena porção do pé, mas seu uso não é obrigatório na prática clínica. Queda doméstica fez com que presidente Lula tivesse de passar por cirurgia no final de dezembro O risco de queda em idosos As quedas representam uma grande preocupação em idosos. Elas são a segunda principal causa de morte por ferimentos entre adultos acima de 65 anos e podem resultar em fraturas, traumatismos cranianos e perda de mobilidade. A recomendação médica é que pessoas idosas realizem testes anuais para avaliar equilíbrio e mobilidade, prevenindo acidentes. O ortopedista Marcelo Tadeu Caiero, presidente da Sociedade Brasileira do Trauma Ortopédico (SBOT), explica por que os acidentes domésticos com idosos são mais regulares e perigosos. “Diversos fatores podem causar o aumento de quedas entre os idosos, como a fraqueza e perda muscular do corpo, efeitos colaterais de alguns remédios, perda de sensibilidade por distúrbios neurológicos, além de doenças ortopédicas ou prejuízo dos sentidos de visão e audição”, diz. Para a prevenção, os especialistas recomendam uma abordagem multidisciplinar, começando por avaliação clínica sobre os possíveis problemas cardiovasculares, neurológicos e musculoesqueléticos, e seguindo pela prática de exercício físico constante para aumento da força muscular. A remoção de obstáculos que aumentem os riscos, como tapetes, a instalação de barras de apoio em banheiros e melhorias na iluminação também são estratégias que podem ajudar. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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