Menopausa: entenda como mudança hormonal afeta a saúde da pele Ouvir 30 de maio de 2025 A menopausa marca o encerramento do ciclo reprodutivo e costuma ocorrer entre os 45 e 50 anos. Além de alterações físicas e os conhecidos sintomas da perimenopausa, como os fogachos, a mudança afeta também a pele. Com a queda da produção natural do estrogênio, característica do período, ocorrem mudanças visíveis na pele, que se torna mais fina, seca e flácida. Essa transformação acontece porque, sem o hormônio, o corpo reduz também a produção de colágeno e a capacidade de reter água. Leia também Celebridades Ingrid Guimarães compara menopausa com depressão: “Melancolia absurda” Pouca vergonha Reposição hormonal pode empoderar a mulher no sexo durante a menopausa Saúde Chegou na menopausa? Confira 6 dicas para lidar com o climatério Saúde Menopausa precoce: entenda a condição da cantora Naiara Azevedo Sintomas da menopausa Irregularidades menstruais, hemorragias ou escassez no fluxo. Ondas de calor ou fogachos, com episódios súbitos de sensação de calor no rosto, pescoço e na parte superior do tronco. Geralmente, vêm acompanhados de vermelhidão. Dificuldade para esvaziar a bexiga, dor ao urinar e escape de urina. Ressecamento vaginal, dor na penetração e diminuição da libido. Aumento da irritabilidade, instabilidade emocional, choro descontrolado. Depressão, ansiedade, melancolia, perda da memória. Mudanças no ritmo de sono. Alterações no vigor da pele, dos cabelos e das unhas, que ficam mais finos e quebradiços. Alterações na distribuição da gordura corporal, que passa a se concentrar mais na região abdominal. Perda de massa óssea característica da osteoporose e da osteopenia. Com isso, linhas finas, rugas e maior sensibilidade tornam-se queixas frequentes em consultórios. A dermatologista Gabriella Albuquerque, do Rio de Janeiro, destaca que muitas mulheres buscam a especialidade antes mesmo de consultar o ginecologista. “É a percepção das alterações estéticas que costuma motivar a procura por ajuda”, relata. Como a pele muda durante a menopausa? Rugas profundas, perda do contorno facial, cabelos ralos e unhas frágeis são sinais frequentes da menopausa. Somam-se a esses uma cintura menos definida e ressecamento generalizado, inclusive em áreas como a mucosa vaginal. De acordo com a dermatologista Patricia Fabrini, de São Paulo, entender o que ocorre no corpo e adotar hábitos saudáveis é fundamental para atravessar o período com qualidade de vida. “Manter um estilo de vida ativo durante a menopausa, com a prática de atividades físicas, como yoga, corrida ou musculação, estimula a regeneração das fibras musculares e a produção de colágeno, podendo minimizar os efeitos. Manter uma dieta saudável, rica em magnésio, ferro e vitamina D também é essencial para melhorar a disposição e a força física, além de auxiliar na manutenção de uma pele saudável”, afirma ela. 7 imagensFechar modal.1 de 7 A menopausa é caracterizada pelo desequilíbrio hormonal no organismo das mulheres Getty Images2 de 7 Média de idade da mulher entrar na menopausa no Brasil é 48 anos; somente metade delas faz tratamento BSIP/UIG/Getty Images3 de 7 O fogacho é um dos principais sintomas da menopausa Getty Images4 de 7 As doenças cardiovasculares, mais comuns após a menopausa, são a principal causa de morte em mulheres Saúde em Dia/ Reprodução 5 de 7 O fogacho é um dos principais sintomas da menopausa Getty Images6 de 7 As ondas de calor da menopausa precoce podem ocorrer, inclusive, durante o sono Getty Images7 de 7 A menopausa traz diversos impactos na vida da mulher Getty Images Colágeno, pH e barreira de proteção Além do colágeno, há outros fatores pouco conhecidos que influenciam na saúde cutânea no período da menopausa. Segundo Gabriella, outra importante alteração da pele na menopausa é em relação ao pH. “Ele se torna mais alcalino, o que favorece o crescimento de microrganismos, como fungos e bactérias, aumentando o risco de infecções cutâneas e irritações frequentes”, alerta. A médica, que é autora do livro Menopausa sem Pausa, aponta que outros fatores também fragilizam a pele no período. “Há uma queda nos fatores hidratantes naturais da pele e na formação do manto lipídico. Essa mudança compromete também a coesão entre as células da camada superficial da pele. Com a barreira cutânea fragilizada, há perda de água e maior chance de inflamações e manchas”, observa. Hábitos de cuidado mais exigentes Com tantas ameaças, a rotina de cuidados precisa ser ajustada. A recomendação é evitar sabonetes abrasivos e banhos quentes, que removem ainda mais a proteção natural. Optar por produtos com pH mais ácido, entre 3,5 e 4,5, também ajuda a reequilibrar a pele. Hidratantes com ácido hialurônico e ceramidas são recomendados para o rosto e corpo, contribuindo para a manutenção da hidratação e da elasticidade. Além disso, introdução de antioxidantes, como a vitamina C, também tem impacto positivo. “Ela atua na prevenção do envelhecimento e ajuda a uniformizar o tom da pele, principalmente quando usada pela manhã”, completa Gabriella. Autoestima e conexão entre mulheres Além do tratamento tópico e das mudanças de comportamento, as especialistas indicam que a prática de autocuidado na menopausa deve incluir também uma preocupação com a saúde mental e o estresse. “Isso inevitavelmente se reflete na pele”, indica Patrícia. Para ela, o fortalecimento da autoestima é essencial para viver o período de mudanças de forma positiva. “A menopausa, muitas vezes associada ao fim de uma fase, também pode representar um novo começo”, indica. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Entenda a cirurgia feita por Edu Guedes para tratar tumor no pâncreas 10 de julho de 2025 O apresentador Edu Guedes, de 51 anos, passou por uma pancreatectomia corpo-caudal com esplenectomia, procedimento que envolveu a retirada da cauda do pâncreas e do baço. A cirurgia foi indicada após a descoberta de um tumor de 2 centímetros na cauda do órgão. O diagnóstico aconteceu por acaso, enquanto Edu… Read More
Anvisa aprova medicamento oral para tratar tumores cerebrais no Brasil 14 de agosto de 2025 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira (11/8), o registro do Voranigo (vorasidenibe), um medicamento oral de uso diário para o tratamento de câncer cerebral. O remédio é indicado para pacientes a partir de 12 anos, diagnosticados com gliomas difusos de baixo grau (grau 2) — como… Read More
Transplante de rim da irmã devolve qualidade de vida à professora 15 de março de 2026 Após anos convivendo com doença renal e sessões de hemodiálise, professora recebeu rim da irmã e ganhou nova chance de retomar a rotina Read More