Estudo: cirurgia bariátrica supera Ozempic e Mounjaro na perda de peso Ouvir 18 de junho de 2025 As pessoas que passam pela cirurgia bariátrica perdem até cinco vezes mais peso em comparação às que fazem uso de canetas emagrecedoras com agonistas do receptor GLP-1, como semaglutida (Ozempic e Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro), ao fim de dois anos, segundo novo estudo. A descoberta dos pesquisadores do hospital NYU Langone Health, nos Estados Unidos, foi apresentada nessa terça-feira (17/6), na Reunião Científica Anual de 2025 da Sociedade Americana de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (ASMBS). Leia também Saúde Ozempic x bariátrica: qual medida é mais efetiva para emagrecer? Saúde Regras para fazer cirurgia bariátrica no Brasil mudaram. Veja como Saúde Saiba 5 cuidados para quem deseja fazer uma cirurgia bariátrica Saúde CFM muda regras para a realização de cirurgia bariátrica no Brasil De acordo com o novo estudo, pessoas que fizeram a cirurgia bariátrica perderam, em média, 25 kg em dois anos — correspondente a cerca de 24% do peso corporal total. O uso de canetas emagrecedoras por pelo menos seis meses resultou na perda média de 5,4 kg, representando apenas 4,7% do peso corporal total. Após um ano de tratamento com as injeções de semaglutida ou tirzepatida, os pacientes perderam até 7% do peso corporal. Para os pesquisadores, os resultados mostram que, mesmo com o uso prolongado, a perda de peso ainda é muito inferior ao que pode ser alcançado com o procedimento cirúrgico. “Ensaios clínicos mostram perda de peso entre 15% e 21% para os GLP-1s, mas este estudo sugere que o emagrecimento no mundo real é consideravelmente menor, mesmo para pacientes com prescrição ativa por um ano inteiro. Sabemos que até 70% dos pacientes podem interromper o tratamento em um ano”, afirma a principal autora do estudo, Avery Brown, em comunicado à imprensa. Os pesquisadores analisaram dados de aproximadamente 51 mil pessoas tratadas com cirurgia bariátrica ou medicamentos GLP-1 entre 2018 e 2024. Depois de ajustar fatores como idade, índice de massa corporal (IMC) e comorbidades, eles analisaram a eficácia dos métodos a partir de registros médicos eletrônicos dos pacientes. Todos eram atendidos NYU Lagone Health ou no NYC Health + Hospitals, dois sistemas de saúde de Nova York. Cirurgia bariátrica Também chamada de gastroplastia ou redução de estômago, a cirurgia bariátrica reduz o volume do estômago de 1 a 1,5 litro para apenas 25 a 200 ml. A redução provoca uma saciedade mais rápida, fazendo com que a pessoa coma menos naturalmente e consuma menos calorias. O procedimento é utilizado para tratar casos de obesidade grave. Os principais tipos de cirurgia bariátrica são: bypass gástrico, gastrectomia vertical (sleeve gástrico), banda gástrica ajustável, derivação biliopancreática com duodenal switch e gastroplastia endoscópica. Estudo revela que bariátrica é mais efetiva que canetas emagrecedoras Perigos da obesidade A busca por métodos eficazes para emagrecer ganhou força com o aumento da obesidade global. De acordo com um estudo publicado na revista The Lancet, realizado em 2025, a doença se tornou uma epidemia em todo mundo, afetando mais de um bilhão de pessoas. “As consequências da obesidade podem ser desastrosas, fazendo com que o paciente tenha aumento no risco de doenças cardiovasculares, eventos tromboembólicos, dificuldades na execução de tarefas do dia a dia, depressão, entre outras”, explicou o cirurgião César Wakoff, da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, em entrevista anterior ao Metrópoles. Um dos pilares para evitar a doença é a adoção de um estilo de vida saudável, com uma rotina alimentar equilibrada e a prática de atividades físicas regularmente. Ter um sono adequado e conseguir controlar o estresse também contribuem com o controle do peso. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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