Caso Faustão: como funciona a fila do transplante de fígado no Brasil Ouvir 8 de agosto de 2025 O apresentador Fausto Silva, de 75 anos, passou por dois transplantes nesta semana, segundo boletim médico divulgado na noite dessa quinta-feira (7/8). Internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, desde 21 de maio, ele foi submetido a um transplante de fígado na quarta-feira (6/8) e, no dia seguinte, recebeu um novo rim. O procedimento renal já era planejado há cerca de um ano. O estado de saúde de Faustão é considerado delicado. Durante a internação, ele enfrentou um quadro de sepse, uma infecção generalizada, e voltou a depender de hemodiálise. Este é o segundo transplante de rim feito pelo apresentador, que também recebeu um coração em 2023. Leia também Saúde Transplante de fígado: entenda novo procedimento que Faustão fez Celebridades Boletim médico de Faustão indica quadro grave: entenda Celebridades Faustão teve sepse e passou por dois novos transplantes Fábia Oliveira Faustão é internado com infecção grave e passa por novos transplantes Como é definida a ordem na fila de transplantes? Atualmente, mais de 46 mil pessoas aguardam por algum tipo de transplante no Brasil, de acordo com dados atualizados diariamente pelo Ministério da Saúde. Entre elas, 2.387 pacientes estão na fila por um fígado. A fila para transplantes é única e nacional, coordenada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e inclui tanto pacientes da rede pública quanto da rede privada. Isso significa que não é possível “furar a fila”, independentemente da condição social ou financeira do paciente. A distribuição dos órgãos é feita com base em critérios técnicos e médicos, definidos por protocolo. No caso do fígado, o critério de prioridade é calculado principalmente pela gravidade da condição clínica do paciente. Entre os fatores considerados estão: Tipo sanguíneo; Compatibilidade de peso e altura; Tempo de espera; Presença de doenças graves associadas, como insuficiência hepática aguda ou rejeição de um órgão transplantado anteriormente. Se dois pacientes apresentam critérios técnicos parecidos, a data de entrada na lista é usada como fator de desempate. Já os casos considerados críticos, com risco iminente de morte, são atendidos com prioridade. Quando o transplante de fígado é indicado Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), o transplante de fígado passa a ser indicado quando a função hepática está gravemente comprometida. Entre as causas mais comuns estão a cirrose avançada, o câncer de fígado e a falência hepática aguda. “O transplante é considerado quando condições médicas comprometem gravemente a funcionalidade hepática, ameaçando a saúde e a qualidade de vida do paciente”, afirma a entidade. O procedimento é complexo e pode durar de quatro a oito horas. Na cirurgia, o fígado doente é retirado e substituído por um órgão saudável, proveniente de um doador falecido ou, em alguns casos, de um doador vivo compatível. O fígado é um dos poucos órgãos capazes de se regenerar, por isso é possível doar parte dele e ainda assim preservar a função hepática do doador. “Muitas vezes as inflamações do fígado são silenciosas e só são descobertas em estágios mais graves. Mesmo assim, são raros os casos em que é necessário o transplante de fígado”, explica o especialista, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia (GO). Riscos e cuidados após o transplante Como todo procedimento de grande porte, o transplante de fígado envolve riscos imediatos e de longo prazo. O Ministério da Saúde alerta para possíveis complicações, como infecções, rejeição do órgão e efeitos colaterais causados pelas medicações imunossupressoras, necessárias para evitar que o corpo ataque o novo fígado. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Pesquisa que fundamentou uso de cloroquina para Covid é “despublicada” 20 de dezembro de 2024 Durante a pandemia de Covid-19, uma das principais polêmicas foi sobre o uso da cloroquina para tratar pacientes infectados pelo coronavírus. O remédio ficou popular, especialmente, após a publicação de um estudo na revista científica Journal of Antimicrobial Agents em março de 2020. A publicação anunciou, na terça (17/12), que… Read More
Notícias Bebê com doença rara recebe tratamento genético inédito nos EUA 16 de maio de 2025 Um bebê norte-americano de quase dez meses com uma doença genética rara se tornou a primeira pessoa no mundo a receber uma terapia personalizada com CRISPR, tecnologia que permite editar o DNA. O tratamento foi desenvolvido especificamente para corrigir a mutação que causava a condição, algo inédito até então. O… Read More
Notícias Volume do cérebro está aumentando nos humanos. Saiba o que significa 27 de março de 2024 O ganho de massa cerebral é um dos medidores da evolução humana. Para identificar como as espécies predecessoras à nossa se tornaram mais parecidas conosco, os pesquisadores medem o aumento do tamanho e as mudanças na divisão de áreas do cérebro. Mesmo com milênios dos Homo sapiens estabelecidos como espécie,… Read More