Cônjuges tendem a compartilhar transtornos psiquiátricos, diz estudo Ouvir 1 de setembro de 2025 Pessoas com transtornos psiquiátricos têm mais chance de se casar com alguém que apresenta a mesma condição, indica um estudo publicado na última quinta-feira (28/8) na revista Nature Human Behavior. A pesquisa analisou dados de mais de 14,8 milhões de pessoas em Taiwan, Dinamarca e Suécia e incluiu nove condições psiquiátricas: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão, ansiedade, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, autismo, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno por uso de substâncias e anorexia nervosa. Os pesquisadores descobriram que, quando um dos parceiros tinha um diagnóstico, o outro apresentava uma probabilidade significativamente maior de ter a mesma ou outra condição psiquiátrica. “O principal resultado é que o padrão se mantém em todos os países, em todas as culturas e, claro, em todas as gerações”, afirma Chun Chieh Fan, coautor do estudo e pesquisador de população e genética do Instituto Laureate para Pesquisa do Cérebro em Tulsa, Oklahoma, em comunicado. Leia também Saúde Saúde mental feminina: 5 transtornos que mais atingem as mulheres Saúde Busca por corpos musculosos nas redes fomenta transtornos alimentares Saúde Transtornos mentais: país tem maior número de afastamentos em 10 anos Saúde Estudo: complicações da diabetes aumentam risco de transtornos mentais Três teorias para explicar a tendência Embora o estudo não tenha investigado as causas, Fan aponta três hipóteses que podem explicar o fenômeno. “Primeiro, as pessoas podem se sentir atraídas por quem se parece com elas. Talvez elas se entendam melhor devido ao sofrimento compartilhado”, diz. Em segundo lugar, ambientes compartilhados podem tornar os parceiros mais semelhantes ao longo do tempo, um processo conhecido como convergência. Por fim, o estigma social associado a transtornos psiquiátricos pode reduzir as opções de parceiros. Consequências para os filhos e próximas gerações O estudo mostra que crianças com dois pais diagnosticados com o mesmo transtorno têm o dobro de chances de desenvolver a condição em comparação com aquelas que têm apenas um dos pais afetado. Segundo os autores, os resultados podem ajudar a orientar casais sobre riscos genéticos e apoiar decisões mais informadas. Ainda assim, mais pesquisas são necessárias antes de qualquer mudança na forma como psiquiatras comunicam esses riscos. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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Saia do sedentarismo na terceira idade! Conheça o pilates em casa 21 de julho de 2025 Muitas pessoas acima de 60 anos ainda têm dificuldade em manter uma rotina ativa, vivendo de forma sedentária. O problema é que isso aumenta as limitações físicas do envelhecimento, trazendo problemas como dores articulares, perda de mobilidade e insegurança com o próprio corpo. Um dos maiores desafios dos idosos na hora de pensar… Read More