Especialistas explicam diferenças entre AVC isquêmico e hemorrágico Ouvir 7 de dezembro de 2025 O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais emergências médicas no Brasil e pode deixar sequelas graves quando o atendimento não acontece rapidamente. Apesar de muita gente tratar o AVC como uma condição única, ele pode ocorrer por dois mecanismos diferentes: isquemia ou hemorragia. Essa distinção é fundamental, porque determina a gravidade do quadro e o tratamento que precisa ser iniciado ainda nas primeiras horas. No AVC isquêmico, um vaso sanguíneo do cérebro fica obstruído — geralmente por um coágulo — e impede a passagem de sangue e oxigênio para determinada área. Já no AVC hemorrágico, o problema acontece quando um vaso cerebral se rompe e o sangue extravasa para dentro do tecido cerebral, aumentando a pressão dentro do crânio e comprimindo estruturas importantes. Ambos causam sintomas parecidos, e é por isso que apenas uma tomografia consegue confirmar o tipo. Leia também Claudia Meireles Neurocirurgião vascular aponta o principal fator de risco para o AVC Saúde Médicos explicam relação entre AVC e infarto. Veja os sinais de alerta Brasil Mulher de 54 anos morre após ter AVC em aula de academia Nutrição Alimentos que ajudam a controlar a pressão arterial e a prevenir o AVC Logo no início do atendimento, os sinais clínicos não são suficientes para identificar qual AVC está acontecendo. O neurologista Mateus Trindade, do Hospital Sírio-Libanês, explica o que tanto o AVC isquêmico quanto o hemorrágico podem provocar: “Fraqueza de um lado do corpo, dificuldade de fala, perda visual e alteração súbita do nível de consciência”. Alguns indícios sugerem hemorragia — como “dor de cabeça muito intensa, vômitos no início e rebaixamento rápido da consciência” —, mas ele reforça que isso não é confiável. Por isso, a tomografia é essencial. Trindade também detalha por que o AVC hemorrágico costuma ser mais grave: ele combina “sangramento ativo, que pode se expandir rapidamente” com o aumento da pressão intracraniana, que comprime o cérebro. Além disso, não existe uma intervenção tão imediata quanto a trombólise ou a trombectomia, usadas no AVC isquêmico. Isso explica a mortalidade inicial mais alta e o maior risco de sequelas. As primeiras horas de tratamento seguem caminhos muito diferentes. No AVC isquêmico, a prioridade é reabrir o vaso entupido, seja com trombólise (em até 4,5 horas, na maioria dos casos) ou trombectomia mecânica. Paralelamente, a equipe controla pressão arterial, glicemia e temperatura. Já no AVC hemorrágico, é preciso interromper medicamentos anticoagulantes, controlar a pressão para evitar expansão do hematoma e, em alguns casos, realizar cirurgia para remover o sangue acumulado. Fatores de risco Em relação aos fatores de risco, Trindade reforça que há elementos compartilhados — hipertensão, diabetes, tabagismo e colesterol alto —, mas alguns predominam em cada tipo. No AVC isquêmico, arritmias como fibrilação atrial e aterosclerose são destaques. No hemorrágico, o fator mais importante é a hipertensão arterial, além do uso de anticoagulantes. O neurologista Bruno Diógenes Iepsen, porta-voz da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), lembra que a prevenção passa diretamente pelo controle desses fatores. Ele enfatiza que tratar adequadamente pressão alta, diabetes e colesterol reduz de maneira significativa o desgaste dos vasos cerebrais, diminuindo tanto o risco de entupimento quanto de rompimento. “Hábitos protetores, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, evitar tabagismo e excesso de álcool, manter sono de qualidade e cuidar da saúde mental”, explica. Entender a diferença entre AVC isquêmico e hemorrágico ajuda a reconhecer a urgência do atendimento e reforça a importância de manter os fatores de risco sob controle. Mesmo com mecanismos distintos, os dois tipos exigem ação rápida, diagnóstico preciso e medidas preventivas contínuas para evitar sequelas e salvar vidas. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Nutricionista indica 5 alimentos que se encaixam em qualquer dieta 25 de março de 2024 Não existe uma dieta universal, que seja melhor do que todas as outras. O cardápio ideal depende da meta do paciente, mas alguns alimentos podem ser indicados em todos os planos alimentares, independente do objetivo. A nutricionista Aline Becker enumera alguns deles. Confira: Leia também Saúde Veja lista com 5… Read More
Crua ou cozida? Saiba melhor forma de incluir a beterraba na dieta 20 de agosto de 2024 A beterraba é versátil e pode ser consumida de diferentes maneiras. Crua, cozida ou triturada, como ingrediente de sucos e outros preparos, incorporá-la ao cardápio permite o aproveitamento de seus muitos benefícios. O vegetal é fonte de fibras, ácido fólico (vitamina B9), manganês, potássio, ferro e vitamina C. O professor… Read More
Especialistas criticam norma do CFM sobre aborto: “Discrimina vítimas” 4 de abril de 2024 Uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), publicada na quarta-feira (3/4), proíbe que os médicos brasileiros realizem a assistolia fetal durante a interrupção de gestações que tenham ultrapassado 22 semanas e foram provocadas por estupros. Na prática, a norma inviabiliza o aborto garantido em lei para as vítimas de… Read More