Jovem ignora sintomas comuns e descobre câncer colorretal avançado Ouvir 17 de dezembro de 2025 Aos 24 anos, a engenheira americana Paige Seifert não se via como alguém em risco de câncer. Jovem, ativa, praticante de vários esportes e sem histórico relevante de doença grave, ela seguiu a vida acreditando que alguns sintomas que tinha faziam parte de uma rotina corrida ou de problemas digestivos passageiros. Mais tarde, após perceber que os sinais se tornaram recorrentes a ponto de causar incômodo e atrapalhar sua vida, Paige decidiu procurar ajuda médica e recebeu a notícia de câncer colorretal em estágio avançado. Leia também Saúde Câncer colorretal: mais de 60% dos casos diagnosticados são avançados Saúde O perigoso elo entre obesidade e o câncer colorretal Saúde Mortes por câncer colorretal devem crescer 36% até 2040, diz estudo Ponto de vista Quando a comoção vira alerta: por que o câncer colorretal atinge cada vez mais jovens Os primeiros sinais Paige conta em suas redes sociais que, por um longo período, conviveu com mudanças no funcionamento do intestino e desconfortos abdominais que pareciam banais. Em alguns momentos, percebeu presença de sangue nas fezes, mas associou o sinal a algo temporário, como hemorroidas ou irritação intestinal. A dor abdominal recorrente também foi encarada como consequência da alimentação ou do estresse diário. Outro sintoma que passou despercebido foi o cansaço extremo e persistente. Para alguém jovem, esse esgotamento foi facilmente atribuído à rotina intensa de trabalho e compromissos. Somente mais tarde, ela entendeu que a fadiga poderia estar relacionada a alterações internas mais graves, como anemia causada por sangramentos intestinais silenciosos. O diagnóstico O diagnóstico definitivo veio em meados de março de 2025, depois de uma colonoscopia. O procedimento permite visualizar todo o interior do intestino grosso (cólon) e a parte final do delgado, usando um tubo flexível com câmera (colonoscópio) inserido pelo ânus para diagnosticar pólipos, câncer colorretal, inflamações e sangramentos. Os médicos identificaram um tumor no cólon já em estágio 3, indicando que a doença havia ultrapassado a fase inicial. O tratamento exigiu cirurgia e quimioterapia, um processo longo e desgastante para alguém tão jovem. Paige narra que um dos aspectos mais difíceis foi perceber que a idade funcionou quase como um fator de atraso, tanto na suspeita inicial quanto na investigação médica. O câncer colorretal ainda é amplamente associado a pessoas acima dos 50 anos, o que pode levar pacientes jovens — e até profissionais de saúde — a minimizar sinais de alerta. Como fazer a detecção precoce do câncer colorretal? Segundo o Ministério da Saúde, a detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença. Os principais sinais e sintomas sugestivos do câncer são: sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal (seja com diarreia e/ou prisão de ventre), além de dor, cólica ou desconforto abdominal; Também podem ser observados casos de fraqueza, indisposição e anemia. Muitas pessoas com tumor colorretal acabam perdendo peso sem causa aparente e sentem uma sensação de inchaço abdominal como se tivessem fezes constantemente presas. O que a experiência de Paige ensina Ao compartilhar sua história pelo Instagram, Paige reforça que não existe idade “segura” para ignorar sinais persistentes do corpo. Sangramento nas fezes, dor abdominal contínua, mudanças duradouras no hábito intestinal, cansaço intenso sem explicação clara e perda de peso inexplicável são sintomas que merecem avaliação médica, independente da idade. Ela costuma repetir que procurar ajuda não é exagero, mas prevenção. O câncer colorretal, quando identificado precocemente, tem altas chances de tratamento eficaz. O problema é o silêncio do corpo, das crenças sociais e do medo de parecer alarmista. A trajetória de Paige mostra como a combinação entre juventude e sintomas “comuns” pode ser perigosa. Depois do tratamento intenso, o tumor da jovem entrou em remissão, mas ainda inspira cuidados e acompanhamento constante. Ela enfatiza para os seus seguidores que colocar a própria saúde em segundo plano, acreditando que “isso não aconteceria comigo”, foi uma armadilha. Insistir em investigação quando algo não parece certo pode salvar vidas: “Persistência de sintomas não é normal e idade não é diagnóstico”, alerta. Notícias
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