Gripe K: entenda riscos para o Brasil e se vírus pode virar pandemia Ouvir 18 de dezembro de 2025 O Brasil identificou, pela primeira vez, um caso do chamado subclado K do vírus influenza A (H3N2), popularmente conhecido como gripe K. A detecção foi feita por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) a partir de uma amostra coletada no estado do Pará, como parte da vigilância genômica de vírus respiratórios realizada no país. Segundo as autoridades de saúde e especialistas, o achado não indica o surgimento de um novo vírus nem de uma pandemia, mas acende um alerta para o acompanhamento da circulação da gripe na próxima sazonalidade. Leia também Saúde Gripe K: Ministério da Saúde registra caso no Brasil Saúde Gripe K: saiba quais são os sintomas mais comuns e como se proteger Saúde Gripe K: aumento de casos na Europa leva OMS a emitir alerta global Saúde Gripe K: chefe de saúde do Reino Unido pede que população use máscara O que é a gripe K? A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza, que circula todos os anos e sofre mudanças frequentes ao longo do tempo. Entre os vírus que infectam humanos, o influenza A é o mais monitorado por estar associado às maiores epidemias sazonais. Ele se divide em subtipos, como H1N1 e H3N2, que continuam em circulação na população. Dentro desses subtipos, o vírus passa por pequenas alterações genéticas naturais, chamadas de mutações, que dão origem a linhagens e subclados. É nesse contexto que surge o chamado subclado K. De acordo com a infectologista Nancy Balley, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), esse nome não é científico, mas uma forma usada para se referir a uma nova ramificação genética do vírus influenza A H3N2. “O vírus influenza tem essa característica de variações genéticas importantes. Dentro do H3N2, você tem linhagens e, dentro delas, clados, que são como primos de uma mesma família. Esse é um clado novo, o K, e é comum surgirem clados novos”, explica. Segundo o IOC/Fiocruz, o caso identificado no Pará foi classificado como importado. A amostra foi coletada de um viajante que procurou atendimento médico com sintomas gripais e teve material encaminhado para um laboratório de referência, onde foi feito o sequenciamento genético do vírus. A identificação reforça a importância da vigilância, mas, até o momento, não há confirmação de transmissão comunitária sustentada do subclado no Brasil. Ele é mais grave ou mais transmissível? Do ponto de vista clínico, não há diferença nos sintomas da chamada gripe K em relação à gripe comum. “É impossível olhar um paciente e dizer se ele está infectado por esse clado novo ou por outro influenza”, afirma Nancy. Sem exames laboratoriais, também não é possível diferenciar se o quadro é causado por H3N2, H1N1, influenza B ou até por outros vírus respiratórios que circulam na mesma época. A infectologista Rosana Richtmann, coordenadora do Comitê de Imunizações da SBI, reforça que a principal preocupação está relacionada ao impacto em grupos mais frágeis. “Os pacientes mais vulneráveis, como gestantes, idosos e pessoas com doença cardíaca ou pulmonar, devem procurar atendimento médico se tiverem febre alta, cansaço significativo ou piora dos sintomas”, orienta. Em relação à vacinação, Richtmann explica que a vacina contra a gripe de 2026 ainda não chegou ao Brasil e que o vírus H3N2 faz parte da composição vacinal. No entanto, como o subclado K é uma variação genética, pode haver algum grau de escape da resposta imune. “A eficácia real só vamos saber mais à frente. O que sabemos é o que aconteceu no Hemisfério Norte”, afirma. Lá, segundo a especialista, a vacina apresentou boa proteção contra hospitalização em crianças e proteção moderada em adultos, reforçando que o principal objetivo da imunização continua sendo evitar casos graves. Sintomas, diagnóstico e tratamento Apesar da maior atenção, especialistas reforçam que não há evidências de que o subclado K seja mais transmissível ou mais grave do que outros vírus influenza H3N2. “Ele não é um vírus novo e não caracteriza pandemia. Pandemia é quando surge um vírus totalmente novo para a população, o que não é o caso”, explica Nancy. O tratamento da gripe causada por esse subclado segue o mesmo protocolo usado para outros vírus influenza. Segundo Rosana, dados observados no Hemisfério Norte indicam que o remédio oseltamivir funcionou bem, desde que iniciado precocemente. “O importante é começar o antiviral nas primeiras 48 horas dos sintomas, sempre com orientação médica”, diz. 4 imagensFechar modal.1 de 4 De acordo com infectologistas, a gripe é causada por vários vírus diferentes, mas os principais são os subtipos H1N1 e H3N2 do influenza Getty Images2 de 4 Os principais sintomas da gripe são dor no corpo, fadiga, febre, secreção, coriza, espiros e tosse. Os casos são limitados e, em dois ou três dias, o paciente não apresenta mais indícios da doença Getty Images3 de 4 A indicação é que pessoas gripadas bebam bastante líquido e descansem Getty Images4 de 4 O uso da máscara é importante em caso de infecções respiratórias Getty Images Como se proteger da gripe Uso de máscara, especialmente por pessoas doentes ou vulneráveis. Manter ambientes bem ventilados. Higienizar as mãos com frequência. Evitar contato próximo com outras pessoas ao apresentar sintomas gripais. “A melhor abordagem é a barreira respiratória, a máscara. E, se estiver doente, o mais importante é não expor as outras pessoas”, reforça Rosana. A identificação do subclado K no Brasil não muda, por ora, a rotina da população, mas reforça a importância da vigilância, da vacinação anual e dos cuidados básicos. A gripe segue sendo uma doença conhecida, monitorada e prevenível, desde que as orientações de saúde sejam levadas a sério. Notícias
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