Estudo aponta por que antidepressivos demoram semanas para ter efeitos Ouvir 21 de outubro de 2023 Os antidepressivos são fundamentais no tratamento de alguns transtornos de saúde mental. No entanto, muitas vezes, eles demoram semanas para fazer efeito e a ciência ainda não sabe muito bem por que isso acontece. Para responder a essa pergunta, psiquiatras da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, realizaram um estudo com pacientes sem depressão. Os resultados foram apresentados no Congresso Europeu de Neuropsicofarmacologia, em 8 de outubro, em Barcelona, Espanha, e sugerem que a resposta está na própria estrutura do cérebro. Durante os testes, os pesquisadores deram antidepressivos para 32 voluntários que não tinham a doença. O objetivo era avaliar apenas a atividade fisiológica do órgão e não o efeito relacionado ao sintomas. Leia também Saúde Antidepressivos: como interromper o uso sem prejudicar a saúde? Celebridades Kelly Clarkson revela que usou antidepressivos para superar divórcio Saúde Meditação pode ser tão eficaz quanto antidepressivo, diz estudo Saúde Uso contínuo de antidepressivos pode elevar risco de doenças cardíacas “Descobrimos que quem tomou antidepressivos teve um aumento gradual na atividade cerebral, mas esse aumento foi aparecendo ao longo do tempo. As sinapses se acumularam ao longo de semanas, o que explica as razões dos efeitos dessas drogas demorarem”, explicou a neurocientista Gitte Knudsen, do Hospital Universitário de Copenhague, em comunciado à imprensa. Como foi a pesquisa? Os antidepressivos usados pelos voluntários durante a pesquisa são os que menos causam efeitos adversos: os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS). A medicação bloqueia um processo natural do organismo de reciclagem de serotonina no cérebro. A serotonina é a substância que regula a comunicação entre os neurônios e é renovada periodicamente. Metade do grupo tomou o remédio indicado, enquanto o outro tomou um placebo. Os voluntários foram avaliados com o uso de tomografias para observar o volume de atividade cerebral deles. Remédios levam o cérebro a acumular serotonina e ter maior atividade cerebral Como os antidepressivos funcionaram? Ao longo do primeiro mês de uso dos remédios, não houve nenhuma diferença entre os grupos, sugerindo que o processo de estabilização precisa ser construído com o tempo. Depois das cinco semanas, os voluntários que tomaram antidepressivos tinham um deslocamento de atividade cerebral – marcada pelas sinapses, que são as comunicações entre neurônios – para as regiões do cérebro responsáveis pelo trato das emoções (neocórtex) e da memória (hipocampo). Os cientistas acreditam que a reciclagem de serotonina precisa ser interrompida por um grande período até que ocorra uma mudança química que estimule a formação de sinapses em outras áreas. “Comprovamos que o remédio foi capaz de aumentar as sinapses das áreas mais afetadas pela depressão”, conclui Knudsen. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias Dia de Combate ao Fumo: uma a cada 10 pessoas é tabagista no Brasil 29 de agosto de 2023 Embora o Brasil já tenha sido elogiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um modelo no combate ao tabagismo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o mal hábito persiste e aproximadamente 10% da população acima de 18 anos é fumante no país. Um dos fatores que contribuem para… Read More
Notícias Diabetes: alimento popular ajuda a regular glicose e fortalecer defesa 12 de dezembro de 2024 Quem vive com diabetes precisa estar atento aos alimentos que coloca no prato para manter o controle do nível de açúcar no sangue. A base da alimentação das pessoas com diabetes deve incluir alimentos in natura e minimamente processados. Uma excelente opção para incluir na dieta é o agrião. A… Read More
Notícias Heleno: médicos explicam as fases do Alzheimer e como a doença evolui 26 de novembro de 2025 Após a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para o cumprimento de pena relacionada à trama golpista, o general Augusto Heleno comunicou ao Exército que foi diagnosticado com Alzheimer em 2018. A informação foi registrada durante exame médico realizado nessa terça-feira (25/11), no Comando Militar… Read More