Dieta mediterrânea tem potencial para alterar o metabolismo, indica estudo Ouvir 11 de novembro de 2023 As regiões mediterrâneas — sul da Espanha, França, Itália e Grécia — são reconhecidas por seus hábitos alimentares saudáveis. Uma das comidas típicas da localidade é o sofrito, um refogado feito com tomate, azeite de oliva extravirgem, cebola e alho. Pesquisadores descobriram que, em ratos, a combinação é capaz de alterar o metabolismo e impedir ganho de peso. O estudo foi realizado por cientistas do Centro de Pesquisas em Alimentos (Food Research Center — FoRC) da USP, Universidade Internacional da Catalunha, Universidade de Barcelona, Instituto de Saúde Carlos III, Fundação Edmund Mach e da Universidade de Parma. Confira aqui. Detalhes da descoberta O trabalho atualiza um estudo anterior, que apontou que ratos com propensão à obesidade que receberam a suplementação do refogado obtiveram o mesmo ganho de peso dos que não receberam — mesmo consumido mais ração e energia. Nesta pesquisa mais recente, foram identificados compostos relativos ao consumo de sofrito e possíveis alterações nos órgãos que explicam esse efeito. José Fernando de Alvarenga, primeiro autor do artigo, destaca ao Jornal da USP que, apesar de auxiliar a redução de peso em ratos, o sofrito não é uma fórmula mágica de emagrecimento. Os cientistas usaram quatro grupos de animais para a pesquisa. Metade tinha peso normal e metade era propensa à obesidade. Durante oito semanas, alguns receberam sofrito, outros não. Do total de ração, 2% era de refogado. Leia mais: Podemos sofrer com deficiência de ferro e anemia no futuro, diz estudo Carboidrato não é vilão nas dietas; entenda como Gorduras saturadas e açúcares: os perigos dos ultraprocessados Por que a dieta mediterrânea é considerada modelo? A região mediterrânea possui baixa incidência de doenças cardiovasculares e diabete. Esse fato não está atrelado somente à dieta, mas também ao estilo de vida. A população costuma consumir alimentos como o azeite de oliva extravirgem, frutas secos, oleaginosas (como castanhas e nozes), e peixes. Mas não é só o tipo de comida que faz diferença, o modo de preparo também tem influência. O professor Alvarenga explica: Os mesmos ingredientes da dieta mediterrânea, quando adotados por outras populações, como a estadunidense, por exemplo, não trazem tantos benefícios devido à forma com que são preparados. Quando cozinhamos, alteramos o perfil químico dos alimentos, o que pode trazer características interessantes com as técnicas culinárias no mediterrâneo. José Fernando de Alvarenga para o Jornal da USP O post Dieta mediterrânea tem potencial para alterar o metabolismo, indica estudo apareceu primeiro em Olhar Digital. Notícias
Notícias Retrospectiva: relembre os casos médicos mais bizarros de 2023 31 de dezembro de 2023 O ano de 2023 chega ao fim neste domingo (31/12). Nos últimos 12 meses, uma porção de casos médicos ganharam grande repercussão internacional, alguns deles por serem extremamente chocantes. Relembre cinco dos casos mais bizarros registrados em revistas científicas ao longo do ano: Leia também Saúde Olhos de bebê mudam… Read More
Infecção urinária: saiba como se proteger na praia ou na piscina 24 de agosto de 2024 No calor é comum que as pessoas busquem formas de se refrescar, mas o uso prolongado de roupa de banho úmidas e a pouca ingestão de água pode contribuir para a infecção urinária. Essa doença costuma acometer a uretra, a bexiga ou os rins e, apesar de poder aparecer em… Read More
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