Jejum pode reduzir inflamações e prevenir Alzheimer, sugere estudo Ouvir 31 de janeiro de 2024 Um grupo de cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, sugere que a prática do jejum pode contribuir para prevenir o Alzheimer. Em artigo publicado em 23 de janeiro na revista Cell Reports, os pesquisadores apresentaram evidências de que a estratégia alimentar pode reduzir a inflamação do corpo, contribuindo para a prevenção de doenças. Leia também Saúde Cientistas revelam regra de ouro para jejum intermitente funcionar Claudia Meireles Confira mitos e verdades sobre o consumo de água com limão em jejum Saúde Alzheimer é transmitido para 5 pessoas em experimento com hormônios Saúde Cientistas descobrem novo sintoma precoce do Alzheimer As inflamações são respostas naturais do organismo quando ocorrem infecções. No entanto, em algumas situações o corpo produz células inflamatórias em excesso, levando a um quadro de inflamação crônica. Uma dieta rica em calorias pode, por exemplo, causar uma metainflamação, uma síndrome crônica ligada ao desenvolvimento de doenças como diabetes tipo 2, Parkinson e Alzheimer. Café da manhã e só Durante a pesquisa, os cientistas fizeram uma espécie de experimento com 20 pessoas. Elas deveriam tomar um café da manhã de 500 calorias antes das 8h e jejuar pelas 24 horas seguintes. O jejum era interrompido apenas no café da manhã do outro dia e, durante o intervalo, os voluntários só poderiam consumir água. Amostras de sangue foram coletadas após o primeiro café da manhã, ao final das 24 horas de jejum e novamente depois da refeição do segundo dia. No final do jejum, os resultados mostraram níveis aumentados de ácido araquidônico, um lipídio que armazena energia e transmite informações entre as células. Assim que os indivíduos comeram novamente, os níveis dele caíram. Testes feitos em laboratório mostraram que níveis altos de ácido araquidônico reduzem a atividade do inflamassoma NLRP3, uma célula inflamatória fortemente ligada ao Alzheimer e ao Parkinson. Ou seja, o jejum parece atenuar a inflamação do corpo. “Isso sugere que o jejum regular durante um longo período pode ajudar a reduzir a inflamação crônica que associamos a estas condições. É certamente uma ideia atraente”, afirmam os autores do trabalho. ilustra_jejum_1 Cicero Lopes/Metrópoles ilustra_jejum_2 Cicero Lopes/Metrópoles ilustra_jejum_3 Cicero Lopes/Metrópoles ilustra_jejum_4 Cicero Lopes/Metrópoles ilustra_jejum_5 Cicero Lopes/Metrópoles ilustra_jejum_6 Cicero Lopes/Metrópoles ilustra_jejum_7 Cicero Lopes/Metrópoles Voltar Progredir 0 Limitações do estudo Os pesquisadores explicam que o estudo é apenas observacional e conta com um número limitado de participantes, ou seja novas pesquisas são necessárias para confirmar a relação entre o jejum, o ácido e redução da inflamação. No entanto, o trabalho é mais um dos que apontam a restrição calórica como benéfica para a saúde. “É muito cedo para dizer se o jejum protege contra doenças como Alzheimer e Parkinson, uma vez que os efeitos do ácido araquidônico são apenas de curta duração. Mas o nosso trabalho contribui para uma quantidade crescente de literatura científica que aponta para os benefícios para a saúde da restrição calórica”, afirmou a professora Clare Bryant, que participou do trabalho, em comunicado à imprensa. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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