Cheiro de óleo de rosas pode aliviar sintoma da depressão, diz estudo Ouvir 14 de fevereiro de 2024 Sabe aquele cheiro de bolo assando ou de um café recém-passado? Os odores tradicionais e familiares remetem a boas lembranças da vida e podem ajudar a aliviar sintomas da depressão, segundo um estudo publicado nessa terça-feira (13/2) na revista científica JAMA Network. Chefiada por psiquiatras da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, a pesquisa comparou os efeitos de estimular boas lembranças com palavras e cheiros. A principal descoberta foi que as fragrâncias são mais eficientes para evocar memórias. Foram usados 24 cheiros e todos se mostraram mais eficientes ao estimular memórias do que as palavras: foi observada uma média de 68% de eficácia dos odores frente a 52% dos vocábulos. Em 71% dos casos, as fragrâncias estiveram relacionadas a memórias positivas — entre as palavras, a porcentagem foi de 63%. Leia também Saúde Covid longa é mais comum em pacientes com sinais de depressão Saúde Tomar energético antes dos 21 anos pode causar depressão, diz estudo Claudia Meireles Substância pode reduzir depressão em pessoas com câncer; veja qual Saúde Remédio contra depressão pós-parto começa a ser vendido nos EUA A dificuldade de processar lembranças em pessoas com depressão severa é um sintoma conhecido da doença, já que a queda de receptores cerebrais motivada pela condição atrapalha o acesso às memórias, especialmente as de natureza positiva. Os pesquisadores esperam que as descobertas recentes possam usar o olfato para reequilibrar essas recordações. “As memórias evocadas pelo odor podem ser únicas em relação a outros estímulos, como auditivos e visuais, e conter emotividade”, afirmam os cientistas. Os cheiros familiares foram gatilhos mais intensos para emoções positivas Como foi feita a pesquisa? Os cientistas não estavam tentando estimular um grupo de memórias, como o cheiro de rosas que a avó usava como perfume todos os dias, e sim a lembrança de um dia específico em que o odor foi utilizado. O objetivo era estimular recordações que estavam sendo apagadas por conta da depressão. “Se melhorarmos a memória, poderemos impactar a resolução de problemas, a regulação emocional e outros problemas funcionais que indivíduos deprimidos frequentemente experimentam”, explica a neurocientista Kimberly Young, líder do estudo, em comunicado à imprensa. Os pesquisadores não souberam explicar por que as memórias evocadas pelo olfato são mais intensas. Eles batizaram o efeito de fenômeno Proust: a homenagem ao autor francês foi escolhida por conta do livro Em busca do tempo perdido, em que ele começa a se lembrar da história a partir do cheiro de madeleines molhadas no café. Os cheiros utilizados na pesquisa Alho; Óleo essencial de laranja; Óleo essencial de lavanda; Óleo essencial de rosas; Ketchup; Café; Canela; Queijo ralado; Vinagre de maçã; Menta; Uísque; Óleo de coco; Mostarda; Orégano; Curry; Vinho tinto; Extrato de baunilha; Tabaco; Sabonete neutro; Xarope infantil para tosse; Desinfetante; Tinta nanquim; Graxa de sapato; Descongestionante nasal. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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