Dengue pode causar queda de cabelo? Entenda como doença afeta os fios Ouvir 8 de março de 2024 O Brasil vive uma explosão de casos de dengue em 2024. Do início do ano até 7 de março, foram registrados 1,3 milhão de pessoas infectadas com o vírus causador da doença. Este número é maior do que todos os casos computados em 2022 e caminha para superar o 1,6 milhão de diagnósticos identificados em todo o ano de 2023, o recordista em infecções até o momento. Com o aumento do número de pacientes com o vírus, crescem também as reclamações de pessoas que passaram pela doença e continuam a notar alguns de seus efeitos mesmo depois de recuperadas. Um deles é a queda de cabelo. Leia também Brasil Ministério da Saúde amplia público-alvo de vacinação contra a dengue Brasil Brasil já registrou 329 mortes por dengue em 2024 São Paulo Epidemia de dengue “fora de época” era previsível, diz infectologista Distrito Federal Dengue no DF: com 20 mil novos casos, nº de infecções chega a 120 mil Dengue pode fazer o cabelo cair? A queda de cabelo após a dengue não é só uma impressão. Quando ficamos doentes, ocorre o chamado eflúvio telógeno agudo, quando fios param de crescer ou começam a cair pelo estresse que o organismo enfrentou. “Após as doenças infecciosas, temos um período de queda de cabelo acentuada por até três meses porque nosso organismo prioriza a nutrição de outras regiões do corpo durante a recuperação”, explica a dermatologista Luanna Caires, de Brasília. O fenômeno não aparece em todas as pessoas que tiveram dengue, sendo mais comum após casos graves e que exigiram mais do corpo. A queda de cabelos também ocorre em outras infecções virais graves, incluindo a Covid-19 e até mesmo uma gripe intensa. “A pessoa infectada vai percebendo uma queda mais intensa dos fios durante o banho e no momento de penteá-los”, destaca a dermatologista Anelise Dutra, de Campinas (SP). 3 Cards_Galeria_de_Fotos (4) A dengue é uma doença infecciosa transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Com maior incidência no verão, tem como principais sintomas: dores no corpo e febre alta. Considerada um grave problema de saúde pública no Brasil, a doença pode levar o paciente a morte Joao Paulo Burini/Getty Images ***Foto-mosquito-da-dengue.jpg O Aedes aegypti apresenta hábitos diurnos, pode ser encontrado em áreas urbanas e necessita de água parada para permitir que as larvas se desenvolvam e se tornem adultas, após a eclosão dos ovos, dentro de 10 dias Joao Paulo Burini/ Getty Images ***Foto-mosquito-da-dengue-2.jpg A infecção dos humanos acontece apenas com a picada do mosquito fêmea. O Aedes aegypti transmite o vírus pela saliva ao se alimentar do sangue, necessário para que os ovos sejam produzidos Joao Paulo Burini/ Getty Images ***Foto-mosquito-da-dengue-3.jpg No geral, a dengue apresenta quatro sorotipos. Isso significa que uma única pessoa pode ser infectada por cada um desses micro-organismos e gerar imunidade permanente para cada um deles. Ou seja, é possível ser infectado até quatro vezes Bloomberg Creative Photos/ Getty Images ***Foto-pessoa-olhando-termometro.jpg Os primeiros sinais, geralmente, não são específicos. Eles surgem cerca de três dias após a picada do mosquito e podem incluir: febre alta, que geralmente dura de 2 a 7 dias, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupções cutâneas, náuseas e vômitos Guido Mieth/ Getty Images ***Foto-pessoa-deitada-em-maca-hospitalar.jpg No período de diminuição ou desaparecimento da febre, a maioria dos casos evolui para a recuperação e cura da doença. No entanto, alguns pacientes podem apresentar sintomas mais graves, que incluem hemorragia e podem levar à morte Peter Bannan/ Getty Images ***Foto-pessoa-em-frente-a-vaso-vomitando.jpg Nos quadros graves, os sintomas são: vômitos persistentes, dor abdominal intensa e contínua, ou dor quando o abdômen é tocado, perda de sensibilidade e movimentos, urina com sangue, sangramento de mucosas, tontura e queda de pressão, aumento do fígado e dos glóbulos vermelhos ou hemácias no sangue Piotr Marcinski / EyeEm/ Getty Images ***Foto-pessoa-sentada-em-cama-de-hospital.jpg Nestes casos, os sintomas resultam em choque, que acontece quando um volume crítico de plasma sanguíneo é perdido. Os sinais desse estado são pele pegajosa, pulso rápido e fraco, agitação e diminuição da pressão Image Source/ Getty Images ***Foto-pessoa-deitada-no-chao.jpg Alguns pacientes podem ainda apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade. O choque tem duração curta, e pode levar ao óbito entre 12 e 24 horas, ou à recuperação rápida, após terapia antichoque apropriada Getty Images ***Foto-pessoa-segurando-remedio-nas-maos.jpg Apesar da gravidade, a dengue pode ser tratada com analgésicos e antitérmicos, sob orientação médica, tais como paracetamol ou dipirona para aliviar os sintomas Guido Mieth/ Getty Images ***Foto-pessoa-deitada-em-maca-hospitalar-2.jpg Para completar o tratamento, é recomendado repouso e ingestão de líquidos. Já no caso de dengue hemorrágica, a terapia deve ser feita no hospital, com o uso de medicamentos e, se necessário, transfusão de plaquetas Getty Images Voltar Progredir 0 É preciso fazer tratamento? Luanna orienta que a recuperação do quadro é, em geral, espontânea, conforme o corpo vai organizando seus fluxos nutritivos. A recuperação, porém, pode ser acelerada com uma rotina saudável. Anelise recomenda fazer uma boa hidratação (tanto capilar, quanto do organismo), além de regularizar o sono. Também pode ser necessário dar um reforço na alimentação, com uma dieta rica em proteínas e vitaminas, especialmente A, C, D e E. O ideal é evitar tratamentos agressivos (como tingir o cabelo) durante a queda capilar para permitir que os fios se recuperem. Quando buscar ajuda? Caso os cabelos continuem caindo após três meses da recuperação da dengue, é preciso procurar um dermatologista para entender a gravidade do problema e como reverter a perda das madeixas. O quadro pode evoluir para a alopecia, uma condição em que os cabelos se tornam ralos e enfraquecidos de forma crônica, especialmente se áreas mais específicas do couro cabeludo parecerem ser mais afetadas. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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