DNA de Beethoven confirma: gênio musical não está nos genes Ouvir 3 de abril de 2024 A genética não basta para explicar o gênio musical de Ludwig van Beethoven (1770-1827), concluiu um estudo recente do Instituto Max Planck de Estética Empírica (MPIEA), dedicado à pesquisa de como e por que se cria arte, e o que a interpretação, vivência e avaliação artísticas implicam. O ponto de partida foi o exame do DNA contido numa mecha de cabelo do compositor natural de Bonn, na Alemanha, tendo em vista “a pontuação poligênica, um indicador da predisposição genética a um certo traço de comportamento”, explica Laura Wesseldijk, principal autora do estudo realizado em cooperação com o Instituto Max Planck de Psicolinguística (MPI-PL) de Nijmegen, na Holanda, e publicado pela revista Current Biology. Leia também Saúde Casal homoafetivo terá bebê com genética dos dois pais. Entenda Saúde Menino de 11 anos escuta pela primeira vez após terapia genética Saúde Genética pode explicar boa adesão à dieta vegetariana, diz estudo Saúde Condição genética rara faz homem ter diarreia há 33 anos. Entenda O parâmetro-alvo do sequenciamento genético foi a sincronização temporal, tradicionalmente relacionada com a habilidade musical em geral. O fato de Beethoven exibir uma pontuação poligênica discreta para a musicalidade veio como uma surpresa – mas não tanto, para os cientistas envolvidos. “Antes de realizar qualquer análise, nós pré-registramos o estudo e enfatizamos que não tínhamos nenhuma expectativa prévia de como Beethoven se sairia”, observa Wesseldijk. “Em vez disso, nossa meta era usar o caso como um exemplo dos desafios de fazer predições genéticas sobre um indivíduo que viveu mais de 200 anos atrás.” Então Beethoven era antimusical? “É claro que seria errôneo deduzir a partir da baixa pontuação poligênica que as habilidades musicais de Beethoven não eram excepcionais”, explicita o coautor Simon Fisher, do MPI-PL. A discrepância entre a predição baseada no DNA e o gênio musical de Beethoven – além de criador, também um pianista-prodígio – seria, antes, uma lição valiosa, “demonstrando que se deve ser cético quando, por exemplo, alguém afirma que uma prova genética pode determinar de modo confiável se uma criança será especialmente dotada para a música ou outra área”. O MPIEA conclui: “no total, a constatação de que Ludwig van Beethoven, um dos músicos mais célebres da história da humanidade, tinha uma predisposição genética um tanto baixa para a sincronização temporal ressalta as limitações das predições da pontuação poligênica no nível individual.” “Embora seja de esperar que a predição baseada na pontuação poligênica vá se tornar mais precisa no futuro, é importante lembrar que características humanas complexas, inclusive as habilidades musicais, não são determinadas apenas pelos genes ou pelo meio ambiente, mas antes definidas por sua interação complexa.” Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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