Vampiras: estudo aponta sede de sangue em bactérias que causam sepse Ouvir 16 de abril de 2024 Algumas das bactérias mais mortais sabem identificar a presença de sangue humano e nadam até ele para se alimentarem. Este comportamento foi descoberto por pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e descrito como “vampirismo bacteriano”. Embora as bactérias já fossem conhecidas, a sede delas por sangue ainda não havia sido documentada pela ciência. O estudo que relata a descoberta foi publicado nesta terça-feira (16/4) na revista eLife. Leia também Saúde Lifting de vampiro: procedimento é ligado a casos de HIV nos EUA Saúde Limpar a casa em excesso pode criar até superbactérias, diz estudo Saúde Estudo sugere que bactérias estão relacionadas ao surgimento de rugas Saúde Cientistas descobrem 35 novas espécies de bactérias em pacientes A pesquisa mostrou como as bactérias pertencentes à família Enterobacteriaceae, que são as principais causadoras de sangramentos gastrointestinais e de quadros de sepse (infecção generalizada), se comportam. O sangue humano possui quatro componentes principais, o plasma, os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas Durante um experimento, os pesquisadores colocaram as bactérias Salmonella enterica, Escherichia coli e Citrobacter koseri em uma cultura nutritiva. Depois, incluíram sangue humano na mistura e perceberam que as bactérias rapidamente nadaram para o local onde havia sangue, apesar do ambiente em que estavam já ser nutritivo. Depois, eles testaram as bactérias com componentes específicos do sangue e descobriram que o “vampirismo” se acentua em relação ao o plasma do sangue. O plasma é a parte líquida do sangue e é rico em nutrientes. Levava menos de um minuto para que as bactérias encontrassem o soro. Para os investigadores, a descoberta fornece novos insights sobre como as infecções da corrente sanguínea ocorrem e como podem ser tratadas. “Ao observarmos como essas bactérias são capazes de detectar fontes de sangue, no futuro poderemos desenvolver novos medicamentos que bloqueiem essa capacidade”, disse a estudante Siena Glenn, principal autora do estudo, em comunicado à imprensa. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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