Alzheimer: cientistas testam spray nasal para tratar doença Ouvir 11 de julho de 2024 Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, estudam a eficácia de um spray nasal para tratar o Alzheimer. O medicamento é projetado para eliminar as proteínas tóxicas acumuladas nos neurônios dos pacientes com a doença. Os resultados do estudo experimental foram publicados na revista Science Translational Medicine, em 3 de julho. Leia também Saúde Remédio que reduz progresso do Alzheimer é aprovado nos EUA Saúde Molécula descoberta por brasileiros tem potencial contra Alzheimer Saúde IA consegue identificar sinais precoces de Alzheimer na fala Saúde Estudo descobre como o sono higieniza o cérebro e afasta o Alzheimer As causas exatas do Alzheimer ainda são investigadas. Uma das principais hipóteses é que a doença seja desencadeada pelo acúmulo das proteínas beta-amiloides e de emaranhados de tau nas células do cérebro. Cientistas suspeitam que esses nós podem prejudicar e até matar células cerebrais, justificando sintomas como a perda de memória característica do Alzheimer e o surgimento de outros tipos de demência e distúrbios do movimento. O spray nasal em testes foi desenvolvido para reconhecer e destruir a forma mais tóxica de proteínas tau. Um dos maiores desafios dos pesquisadores foi conseguir fazer com que o produto passasse pela barreira hematoencefálica – uma estrutura que regula o transporte de substâncias entre o sangue e o sistema nervoso central – para chegar às células cerebrais. Testes do spray nasal para Alzheimer Para tanto, os cientistas envolveram o medicamento em minúsculas bolhas. Quando o spray foi aplicado no nariz de camundongos, essas bolhas foram capazes de contornar a barreira hematoencefálica, chegando ao local desejado. Os testes mostraram que uma única borrifada no nariz de camundongos idosos com doenças cerebrais associadas a tau foi suficiente para limpar a tau tóxica do cérebro. Duas semanas depois, os animais já apresentavam melhoras nas funções cognitivas, afirma os autores da pesquisa. O spray também foi testado em amostras de tecidos cerebrais de pacientes com Alzheimer e outros tipos de demência. Além de eliminar os emaranhados de tau, o medicamento interrompeu a liberação de “sementes de tau”, que viajam pelos neurônios conectados para criar novos acúmulos de proteínas em outras partes do cérebro. 8 imagens Fechar modal. 1 de 8 Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas PM Images/ Getty Images 2 de 8 Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista Andrew Brookes/ Getty Images 3 de 8 Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce Westend61/ Getty Images 4 de 8 Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano urbazon/ Getty Images 5 de 8 Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença OsakaWayne Studios/ Getty Images 6 de 8 Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns Kobus Louw/ Getty Images 7 de 8 Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença Rossella De Berti/ Getty Images 8 de 8 O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida Towfiqu Barbhuiya / EyeEm/ Getty Images Embora os resultados sejam animadores, pesquisadores que avaliaram o estudo são cautelosos. As neurocientistas Soraya Meftah, Claire Durrant e Tara Spires-Jones, da Universidade de Edimburgo, observam que, embora muitas terapias baseadas em tau sejam promissoras em modelos animais, sua tradução em medicina eficaz para humanos “falhou até agora”. “Muitas questões permanecem em aberto, incluindo se esse tratamento administrado por via intranasal em humanos permitirá a penetração do anticorpo em doses eficazes em nossos cérebros muito maiores e se há algum efeito colateral potencialmente perigoso, como inflamação, que é uma preocupação em todos os ensaios de imunoterapia direcionada a amiloide”, consideram as neurocientistas. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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