OMS alerta para riscos da febre oropouche. Saiba sintomas da doença Ouvir 6 de agosto de 2024 A Organização Mundial de Saúde (OMS), por meio de seu escritório regional emitiu um alerta epidemiológico sobre o crescimento de casos de febre oropouche na América Latina. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), até julho deste ano já foram registrados 8.078 casos de febre oropouche na região, sendo que o Brasil é o país mais afetado com 7.284 casos e duas mortes. Leia também Saúde Pacientes que morreram de Oropouche na Bahia tiveram febre hemorrágica Brasil Ministério da Saúde confirma primeiro óbito fetal por febre oropouche São Paulo São Paulo confirma primeiros casos autóctones de Febre de Oropouche Saúde De dengue à oropouche: exame único fecha diagnóstico para 6 vírus O alerta epidemiológico aponta que a expansão da transmissão e a detecção de casos mais graves da doença justificam uma maior vigilância e a caracterização de possíveis casos graves da doença. “Historicamente, essa doença, (…) estava concentrada na região amazônica. No entanto, fatores como mudanças climáticas, desmatamento e urbanização não planejada têm favorecido sua extensão em estados não-amazônicos do Brasil e para países onde até agora não havia notificações de casos, como Bolívia e Cuba”, alerta o documento da OMS. Quais são os sintomas da febre oropouche? De acordo com a Opas, os principais sintomas da febre oropouche são: febre súbita; dor de cabeça intensa; dores nas articulações; dores musculares; erupções cutâneas; sintomas oculares, como fotofobia, diplopia (visão dupla); sintomas estomacais, como náuseas, vômitos e diarreia. meningite, nos casos mais graves. Preocupação crescente Com o número de casos batendo recordes e após a notificação de duas mortes pela doença – as primeiras nortificadas no mundo, aumentaram as preocupações tanto da sociedade como das autoridades de saúde. “A descoberta desses óbitos tem um impacto significativo. Agora precisamos investigar mais a fundo essa doença, entender melhor como ela age no corpo humano e verificar se há novas variantes do vírus que são mais perigosas”, afirma o infectologista Leonardo Weissmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e professor da Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), campus Guarujá, em entrevista anterior ao Metrópoles. Transmissão e diagnóstico A febre oropouche é uma doença causada por um vírus transmitido principalmente pelo mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, que é natural da região amazônica. Mudanças climáticas, desmatamento e urbanização não planejada podem ter favorecido a disseminação do vetor em outras regiões. O diagnóstico da doença é feito através de exames laboratoriais. O exame mais importante para confirmar o diagnóstico é o exame de sangue para detecção do vírus oropouche através do PCR. Outros exames, como o hemograma e as provas de função hepática, podem ser solicitados para avaliar a gravidade da doença e acompanhar a evolução do paciente. Tratamento e casos graves Não existe um tratamento específico para a febre oropouche. O tratamento é sintomático, ou seja, visa aliviar os sintomas da doença. Os medicamentos mais utilizados são os analgésicos e anti-inflamatórios para aliviar a dor e a febre. Em casos mais graves, o paciente pode precisar ser hospitalizado e receber tratamento de suporte, como hidratação intravenosa. Como se proteger As medidas de prevenção são as mesmas de outras doenças causadas por picadas de mosquitos: uso de repelentes, de roupas que cubram pernas e braços quando em matas além de tomar precauções adicionais em surtos, especialmente grupos vulneráveis como gestantes. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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