Anvisa emite alerta sobre risco de botulismo associado ao uso de botox Ouvir 13 de março de 2025 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta, nessa quarta-feira (13/3), sobre os riscos relacionados ao uso da toxina botulínica, comum em procedimentos terapêuticos e estéticos, como o botox. O comunicado destaca a importância de que esses procedimentos sejam realizados apenas por profissionais qualificados e em locais autorizados pela vigilância sanitária. A Anvisa também orienta que os pacientes verifiquem se o produto é aprovado e dentro da validade. Recentemente, a agência recebeu notificações de dois casos de botulismo associados ao botox. Após análise de dados nacionais e internacionais, a Anvisa determinou que as bulas dos medicamentos incluam informações sobre os riscos de a toxina afetar áreas distantes do local da aplicação, provocando sintomas graves de botulismo. “A toxina botulínica pode atingir regiões além do ponto de aplicação e causar sintomas graves, que podem aparecer horas ou semanas após a injeção”, alerta a Anvisa. Leia também Saúde Botulismo: saiba sobre doença que causou duas mortes na Bahia Brasil “Só uma colher”, diz brasileira que contraiu botulismo ao tomar sopa Vida & Estilo Bahia registra surto de botulismo; veja como evitar a doença Saúde Toxina botulínica pode ajudar no tratamento contra bruxismo. Entenda A toxina botulínica, produzida pela bactéria Clostridium botulinum, é amplamente usada em tratamentos médicos e estéticos, como a redução de rugas. Porém, em casos de administração inadequada ou reações inesperadas do organismo, o usuário pode desenvolver botulismo, uma doença grave que pode levar à paralisia muscular e até à morte. O que fazer caso apresente sintomas? Os sintomas iniciais de botulismo incluem visão borrada, pálpebras caídas, fala arrastada e dificuldades para engolir e respirar. Em casos mais graves, a paralisia pode se espalhar para todo o corpo. O tratamento imediato com antitoxina botulínica é essencial para evitar complicações mais graves. “Qualquer suspeita de evento adverso deve ser notificada à Anvisa por meio do sistema VigiMed, acessível a todos, mesmo que não tenha certeza da relação com o medicamento. O órgão reforça que a notificação de eventos adversos é essencial para identificar novos riscos, atualizar o perfil de segurança dos medicamentos e desenvolver medidas corretivas quando necessário”, orienta a agência. Recomendações da Anvisa A Anvisa reforça que apenas produtos aprovados pelo órgão devem ser utilizados e sempre dentro do prazo de validade. A regularidade de uma toxina botulínica pode ser consultada pelo sistema da agência, utilizando informações como nome do produto ou CNPJ do fabricante. A aplicação deve ser realizada exclusivamente por profissionais habilitados em serviços de saúde autorizados pela vigilância sanitária local. O paciente também tem o direito de ser informado sobre o procedimento e deve verificar dados como marca do produto, lote e validade antes da aplicação. Profissionais de saúde também devem questionar os pacientes sobre histórico de aplicações anteriores e garantir que os intervalos recomendados sejam respeitados para maior segurança. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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