Caso raro: homem com câncer tem pênis amputado para conter metástases Ouvir 14 de janeiro de 2025 Um raro tipo de metástase do câncer de próstata levou um homem de 66 anos a passar por uma amputação total do pênis. O espalhamento da doença para o órgão é “extremamente rara”, segundo os médicos responsáveis pelo atendimento. O paciente, para piorar, ainda teve uma forma de tumor resistente aos tratamentos quimioterápicos, o que levou à cirurgia agressiva e praticamente inédita neste contexto. O caso ocorreu em Montenegro, pequeno país no leste europeu. Segundo um artigo publicado em dezembro de 2024 na Urology Case Reports, as alternativas da medicina são limitadas frente a metástases deste tipo. Leia também Saúde Toque retal ou PSA? Saiba como fazer a prevenção do câncer de próstata Saúde Estudo indica alimentos que podem atrasar avanço do câncer de próstata Saúde “Fazer PSA salvou minha vida”, diz homem curado do câncer de próstata Saúde Câncer de próstata: como bons hábitos auxiliam na prevenção da doença O câncer de próstata e suas metásteses O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil, ficando atrás apenas dos tumores de pele não melanoma. Estima-se que sejam 71 mil novos casos e 16 mil mortes a cada ano no país. A metástase para o pênis, no entanto, é extremamente rara. Os tumores na próstata normalmente causam a formação de tumores nos ossos e na bexiga. O aparecimento da doença só costuma atingir de 1 a 4% dos pacientes que possuem diagnósticos de doença avançada (estágios 3 e 4). Como o órgão só é comprometido em casos mais graves, a maioria dos pacientes tem um prognóstico ruim, e apenas 30% sobrevivem mais que nove meses, em média. Exame de imagem mostrou que o tumor já havia dominado toda a extensão do pênis O caso de Montenegro O paciente tinha histórico de três anos de tratamento contra o câncer de próstata. Embora os tumores primários tivessem sido retirados, ele começou a sentir dores e inchaço no pênis, que foram piorando progressivamente. Os exames de imagem mostraram uma massa sólida na glande, diagnosticada como metástase peniana. No geral, os tumores não avançam tanto no pênis e ficam restritos aos corpos cavernosos. O paciente foi tratado com uma combinação de bloqueadores hormonais e radioterapia, que reduziram o PSA, mas a lesão no pênis persistiu. Por isso, os médicos decidiram fazer um tratamento radical com a amputação total do órgão. Após a cirurgia, o paciente teve remissão total dos tumores, mesmo nos exames realizados 12 meses depois da metástase. “Acreditamos que a retirada total do órgão tenha tido um impacto melhor na sobrevida do paciente do que qualquer outra opção de tratamento”, indicam os médicos no estudo. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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