Choque físico e emocional: entenda quadro de motorista com bomba falsa Ouvir 13 de novembro de 2025 Nessa terça-feira (12/11), um motorista ficou amarrado a um simulacro de bomba dentro de um caminhão no Rodoanel, em São Paulo. Ao ser resgatado, em choque, o homem desmaiou nos braços de um policial. O que aconteceu foi, provavelmente, um choque emocional agudo seguido de uma reação física ao estresse. Quando o cérebro interpreta que há um risco real de morte, é ativada uma resposta urgente, que inclui a liberação maciça de adrenalina e noradrenalina em uma preparação para lutar, fugir ou congelar. Leia também São Paulo Os mistérios que cercam o sequestro com falsa bomba no Rodoanel São Paulo Sequestro no Rodoanel: motorista levou explosivos ao Peru, diz polícia São Paulo Sequestro no Rodoanel: caminhoneiro teve “surto psicológico”, diz PM São Paulo Drones registram ação da polícia em suspeita de bomba no Rodoanel “Depois desse pico, o corpo pode fazer um movimento inverso, uma hipoativação abrupta do sistema nervoso autonômico”, explica o neurologista Flavio Sallem, do Hospital Japonês Santa Cruz, em São Paulo. O que acontece com o corpo em uma situação de choque e trauma Hipotálamo ativa o eixo HPA (hipotálamo–hipófise–adrenal). Há liberação maciça de adrenalina e noradrenalina. Aumento de frequência cardíaca, pressão arterial, dilatação das pupilas, hiperventilação. Desvio do fluxo sanguíneo para músculos (pessoa entra em “modo sobrevivência”). Redução temporária de funções não essenciais, como digestão. O médico conta que há uma queda súbita da frequência cardíaca e dilatação dos vasos, causando uma queda de pressão que pode levar ao desmaio. Exausto de estar em alerta, o corpo também desliga temporariamente o sistema de defesa e diminui a emissão de neurotransmissores, causando fraqueza, tremor e incapacidade de se manter de pé. “Do ponto de vista psicológico, o foco exagerado na situação pode gerar uma reação teoricamente inesperada, um colapso. Então, temos o que é chamado de transtorno de estresse agudo, quando há um quadro em reação ao estresse que se está passando. Pode ser um desmaio ou um distanciamento, tipo uma sensação de anestesia, em que o paciente não enxerga nada, não sabe onde está, fica desorientado no tempo e no espaço”, ensina o psiquiatra Raphael Boechat, da Universidade de Brasília (UnB). Ele conta que o desmaio é uma reação rara. Pós-trauma Sallem conta que é importante monitorar a pessoa que passou por uma sitação de estresse agudo, prestando atenção em sono e apetite, além de sintomas físicos. Álcool e sedativos são contraindicados nas primeiras 48h a 72h do incidente. “Do ponto de vista emocional, é importante ter apoio de familiares e amigos; não se isolar; manter uma rotina mínima de atividade física, com pequenas caminhadas; e não forçar relatos detalhados imediatamente”, afirma o médico. O paciente também deve entender que é comum ter reações como tremor, choro, insônia e imagens intrusivas após um grande trauma, assim como hipervigilância exagerada e alterações de humor. Se a vida não tiver “voltado ao normal” em cerca de 30 dias após a situação, é importante procurar atenção especializada para evitar que o circuito de trauma se consolide e o quadro se desenvolva em um transtorno de estresse pós traumático. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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