Cientistas descobrem hábito que pode reduzir o risco de demência Ouvir 28 de dezembro de 2024 Obter informações ou simplesmente “navegar” nas redes sociais pode ser mais que uma maneira de passar o tempo. Segundo um novo estudo, o hábito colabora para reduzir o risco de demência. Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Zhejiang, na China, chegaram à conclusão após acompanhar informações de saúde de 12 mil voluntários ao longo de uma década. Os resultados sugerem que o uso da internet por pessoas de meia-idade não só estimula a cognição, como também ajuda na prevenção das demências relacionadas à idade. Os pesquisadores monitoraram regularmente os participantes para medir o tempo que eles passavam usando a internet, também avaliaram suas capacidades cognitivas no decorrer do tempo. No final do estudo, os dados mostraram que apenas 2,2% dos participantes que usavam a internet com frequência desenvolveram demência, enquanto a taxa foi de 5,3% entre os que não usavam a internet. “O uso da internet tem o potencial de desacelerar o declínio cognitivo relacionado à idade, melhorar a atenção, as habilidades psicomotoras e aumentar a reserva cognitiva”, afirmaram os pesquisadores no artigo publicado no Journal of Medical Internet Research, em dezembro. Uso da internet e o declínio cognitivo O estudo utilizou dados do Estudo Longitudinal de Saúde e Aposentadoria da China, analisando 12.770 participantes com idade igual ou superior a 45 anos. A equipe investigou não apenas a relação entre o uso da internet e o declínio cognitivo, mas também o impacto da frequência de uso e dos dispositivos utilizados para acessar a rede. Os dados mostraram que os usuários de internet tendiam a ser mais jovens, homens, com maior nível educacional, casados, aposentados e moradores de áreas urbanas. Mesmo ajustando fatores demográficos e de saúde, o estudo encontrou uma correlação positiva entre o uso da internet e a preservação da cognição. Além disso, a frequência maior de uso da internet foi associada a benefícios cognitivos mais significativos. O uso da internet não só estimula a cognição, como também pode atuar como uma forma viável de prevenção do declínio cognitivo Leia também Saúde 4 hábitos que podem proteger contra a demência, segundo a ciência Saúde Demência: conheça sinais que podem ser percebidos ao caminhar Saúde Estudo sugere traço no rosto que pode indicar maior risco de demência Distrito Federal Mortes por demência e Alzheimer cresceram 3.400% em três décadas Smartphones e o impacto na prevenção Um dado curioso é que o impacto positivo foi mais forte entre os usuários de smartphones em comparação com computadores. Os autores observaram que os smartphones geralmente são usados com maior frequência e para uma variedade maior de atividades, o que pode contribui para estimular mais regiões do cérebro. “Entre os dispositivos digitais usados para acesso à internet, os celulares mostraram um nível maior de proteção cognitiva em relação aos computadores”, detalhou o estudo. No Brasil, estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas vivam com alguma forma de demência, segundo o Ministério da Saúde, e a expectativa é que esse número triplique até 2050. Entre as recomendações para a prevenção da doença estão a prática regular de exercícios, dieta equilibrada e manutenção de uma vida social ativa. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias 6 sintomas de depressão podem antecipar risco de demência, diz estudo 18 de dezembro de 2025 Sintomas de depressão na meia-idade podem oferecer pistas importantes sobre o risco de desenvolver demência anos depois. É o que indica um novo estudo publicado na revista The Lancet Psychiatry na última segunda-feira (15/12). Foram identificados seis sinais específicos associados a uma probabilidade maior da doença neurodegenerativa no futuro. A… Read More
Notícias Bronzeamento artificial pode causar danos no DNA da pele, diz estudo 19 de dezembro de 2025 O risco do uso de câmaras de bronzeamento artificial — que são proibidas no Brasil desde 2009 — voltou ao centro do debate científico após um estudo liderado pela Universidade de Northwestern Medicine, nos Estados Unidos, identificar que a prática pode alterar o DNA da pele. A pesquisa publicada na Science… Read More
Neuralgia do trigêmeo: como é a doença da jovem que busca eutanásia 5 de julho de 2024 Carolina Arruda Leite, de 27 anos, sofre de uma condição chamada neuralgia do trigêmeo, um problema de saúde conhecido por causar a “pior dor do mundo”. Desesperada após 11 anos de tratamentos ineficazes, ela iniciou uma vaquinha para financiar uma eutanásia na Suíça, onde o procedimento é legalizado. Nos momentos… Read More