Cientistas desvendam como o HIV invade o núcleo das células humanas Ouvir 2 de fevereiro de 2024 Cientistas da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, afirmam ter descoberto como o vírus HIV age para penetrar no núcleo das células humanas, permitindo que ele se replique e se espalhe. A descoberta, publicada em 19 de janeiro na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), pode ajudar a compreender o HIV e o impacto do vírus no corpo, bem como levar a melhores tratamentos no futuro. O HIV é um importante problema de saúde pública global, com transmissão contínua em todos os países do mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 39 milhões de pessoas viviam com o vírus em 2022. Não há um tratamento para a cura da infecção, mas ela se tornou uma condição de saúde controlável, permitindo que as pessoas com HIV tenham vidas longas e saudáveis. Leia também Saúde Saúde distribui novo tratamento contra o HIV em comprimido único Distrito Federal Em 10 anos, número de mortes por HIV/Aids no DF caiu 23,4% Saúde HIV: 19% das pessoas diagnosticadas no Brasil não começaram tratamento Saúde EUA começa testes de uma nova vacina contra o HIV em humanos Os pesquisadores da Universidade de Chicago fizeram simulações com milhares de proteínas para descobrir exatamente como o HIV invade o núcleo de uma célula. Para tanto, eles observaram a estrutura da cápsula que contém o material do vírus (capsídeo) e o complexo de poros nucleares da célula humana – a fresta pela qual as informações genéticas entram na unidade. O químico Gregory Voth, um dos autores do estudo, descreve o complexo de poros como uma “máquina incrível”, responsável por filtrar o que pode ou não entrar no núcleo das células. No entanto, as simulações revelaram que o capsídeo do HIV consegue se ajustar para se encaixar. “De alguma forma, o vírus descobriu como entrar furtivamente”, afirma Voth. Formato do HIV se ajusta para infectar células Os autores do trabalho descobriram que a flexibilidade e a deformação tanto do capsídeo quanto dos poros nucleares são cruciais para permitir a passagem do material genético do vírus para o núcleo das células. Isso explicaria por que a cápsula do vírus tem o formato semelhante ao de um cone. Os pesquisadores sabem que essa é apenas uma das várias etapas do processo de infecção, mas consideram que conseguir impedir esse mecanismo seria um avanço significativo na descoberta de uma cura completa para o HIV. “Poderíamos tentar tornar a capsídeo do HIV menos elástico, o que prejudicaria a sua capacidade de entrar no núcleo”, afirma o químico Arpa Hudait, da Universidade de Chicago. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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