Covid em 2025: veja as novas cepas e quais são os sintomas mais comuns Ouvir 10 de maio de 2025 Com a aproximação do período de inverno e a queda nas temperaturas, as infecções respiratórias voltam a circular pelo Brasil, entre elas a Covid-19. A doença que causou a pandemia há cinco anos permanece, ao lado da gripe, como uma das maiores causas de hospitalizações por problemas respiratórios no país. Por isso, é preciso saber o que há de novo na doença e como se prevenir. Do início de 2025 até 26 de abril, 182 mil pessoas foram diagnosticadas no Brasil com Covid-19. A doença levou a 1.478 mortes. Embora São Paulo tenha a maior quantidade de casos, quando se olha a proporção de pessoas doentes, as maiores taxas de incidência nas últimas semanas foram registradas em Roraima, Acre, Tocantins, Distrito Federal e Goiás. Leia também Saúde JN.1: Brasil recebe 1,3 milhão de doses de vacina atualizada da Covid Saúde Por que adultos devem tomar vacina da gripe todo ano e da Covid, não Distrito Federal DF registrou 1ª morte por Covid há 5 anos. Entenda o cenário da doença Mundo Cinco anos de Covid-19: relembre as “sequelas” deixadas pela pandemia Variante JN.1 lidera casos, mas pode ser substituída Dados da Rede Nacional de Vigilância Genômica apontam que foram feitos 1.710 sequenciamentos genéticos de SARS-CoV-2 neste ano. A variante de interesse global JN.1, também conhecida como Pirola, representa 36% dos casos. Entretanto, a variante LP.8.1 também foi responsável por uma grande proporção de casos, 30%. Infectologistas alertam que a LP.8.1 caminha para se tornar a variante de interesse global na próxima reunião do Grupo Consultivo Técnico sobre Composição da Vacina contra a Covid (TAG-CO-VAC), que deve ocorrer ainda neste mês. Em algumas semanas de fevereiro deste ano, a LP.8.1 chegou a liderar os casos. A LP.8.1 se desenvolveu a partir da JN.1 e em janeiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificou como variante sob monitoramento, devido à sua rápida disseminação. Sintomas mudam com mutações do vírus Os sinais originais da Covid-19, como perda de olfato, mudaram muito desde o início do perído pandêmico. Atualmente, os sintomas mais comuns são muito semelhantes com os de uma gripe: coriza, tosse e dores de cabeça e garganta lideram a lista de relatos dos pacientes. A principal diferença para a gripe é que a presença de febre, em casos leves de Covid-19, é rara. Pessoas infectadas com variantes derivadas da JN.1 também têm relatado entre os principais sintomas a insônia e uma sensação de preocupação e ansiedade. “Para diferenciar a Covid-19 de outras doenças, observamos que há o aparecimento de quadro inflamatório da garganta, evoluindo para tosse seca, seguida de espirros, coriza, mal-estar e ansiedade, bem como fraqueza. Também há diminuição do olfato e paladar”, afirma a pneumologista Maria Vera Cruz, do Hospital do Servidor Público Estadual, de São Paulo. Entre os principais sinais clínicos atuais, os profissionais de saúde observam coriza em 31,1% dos casos e tosse em 22,9%. Dor muscular, fraqueza e dores na cabeça ou garganta também permanecem entre os sintomas predominantes em atendimentos. O coronavírus, responsável pela Covid-19, ainda circula, apesar de ter menor intensidade Nova composição das vacinas em 2025 A OMS atualizou a composição das vacinas em abril de 2024, indicando o uso de imunizantes com antígeno da variante JN.1. Na compra mais recente do Ministério da Saúde, em 1º/5, foram adquiridos pelo Brasil pela primeira vez os imunizantes mais atualizados. “É preciso manter todas as vacinas em dia, mas neste período de inverno nossa atenção é especial para imunizantes contra gripe e a Covid-19. Quem puder, deve se imunizar. A vacinação não só protege o indivíduo, mas também contribui para a saúde coletiva, reduzindo o risco de surtos”, ressalta o professor de infectologia Estélio Henrique Martin Dantas, da Universidade Tiradentes (Unit). Para adultos, a vacinação recomendada é de três doses. Para quem não completou o esquema no período da pandemia, porém, não há previsão de recebimento de novas doses pelo SUS para além dos grupos prioritários. O imunizante tampouco está na rede privada. Atualmente, a vacinação de rotina ocorre apenas em crianças com mais de 6 meses e menos de 5 anos, grávidas e idosos. Nas pessoas com 60 anos ou mais, é preciso fazer uma dose de reforço a cada seis meses, somando duas doses ao ano. Pessoas imunocomprometidas, com comorbidades crônicas, indígenas, quilombolas e trabalhadores da saúde estão na lista de pessoas que devem receber uma dose do imunizante ao ano. A estratégia ideal inclui a vacinação contra Covid-19 e gripe de forma combinada. A aplicação simultânea já é adotada em diversos estados, visando reforçar a imunidade populacional antes do pico sazonal de infecções. Prevenção segue como medida chave Mesmo com avanços na imunização, medidas de prevenção seguem recomendadas. A infectologista Juliana Oliveira da Silva, do Hcor, orienta a manter cuidados básicos que foram aprendidos no período da pandemia. “Infelizmente, a Covid-19 veio para ficar e é necessário que as pessoas continuem tomando o mesmo cuidado de antes. Evitar aglomerações, lavar bem as mãos, higienizar os locais de contato, cobrir o nariz e boca ao espirrar ou tossir e, principalmente, usar máscara, caso sinta algum sintoma gripal, são os primeiros passos para frear essa nova onda de infecções”, conclui ela. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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