Entenda o que é a síndrome rara que fez Céline Dion ter convulsão Ouvir 27 de junho de 2024 No novo documentário Eu sou: Céline Dion do Prime Video, lançado na última terça-feira (25/6), a cantora Céline Dion aparece tendo uma convulsão por cerca de 7 minutos. Na parte final da produção, a canadense de 56 anos está em uma sessão de fisioterapia quando começa a sentir espasmos no pé. Visivelmente aflita, ela chora e sofre com a dor, mas é prontamente atendida por profissionais de saúde que aplicam um spray nasal para relaxar seus músculos. “Toda vez que algo assim acontece, você se sente tão envergonhada. Eu não sei como expressar isso, é apenas… como não ter controle sobre si mesma”, disse a artista. O especialista médico que a acompanha explica nas imagens que o cérebro de Céline poderia estar excessivamente estimulado após cantar em um estúdio, desencadeando a crise. Leia também Fábia Oliveira Céline Dion revela medo, dor e fragilidade em novo documentário Cinema Vídeo: Céline Dion tem convulsão e se contorce de dor em documentário Celebridades Céline Dion desabafa sobre síndrome em novo doc: “Tem sido uma luta” Celebridades Céline Dion revela que teve costela quebrada por conta de doença rara Síndrome da pessoa rígida (SPR) A síndrome da pessoa rígida é um distúrbio extremamente raro que faz com que os músculos do tronco e dos membros alternem entre espasmos e rigidez. Os músculos se tornam cada vez mais rígidos e aumentam de tamanho, começando no tronco e no abdômen, e posteriormente afetam o corpo todo. Ainda não se sabe a causa exata da doença, porém acredita-se que ela pode ser causada por uma reação autoimune (quando o corpo produz anticorpos que atacam seus próprios tecidos). A condição acontece pelo bloqueio de uma enzima que regula o sistema nervoso e que age na capacidade de controlar movimentos e reagir a estímulos, impedindo que o corpo funcione corretamente. Existem três tipos principais da síndrome: Síndrome clássica da pessoa rígida: quando a rigidez e os espasmos ocorrem nas costas e no estômago e, ocasionalmente, nas coxas e no pescoço. Pode causar curvatura nas costas ao longo do tempo; Síndrome do membro rígido: os espasmos afetam especialmente as pernas e os pés, ocasionalmente fazendo com que eles fiquem fixos no lugar. As mãos também podem ser afetadas; Síndrome da pessoa rígida: a forma mais rara e agressiva, que inclui sintomas de ambas as outras e também afeta a cabeça e os olhos. Sintomas Os espasmos são desencadeados por ruídos altos e podem atingir um nível tão severo que resultam em quedas, dificuldades para caminhar e outras limitações físicas. A condição também aumenta a sensibilidade ao som. Além disso, o sofrimento emocional é ampliado pela síndrome: o estresse e a ansiedade são comuns entre as pessoas que possuem a doença, devido à imprevisibilidade dos espasmos e suas consequências. A evoulação pode conduzir a pessoa à invalidez e à rigidez de todo o corpo. Como é diagnosticado? Por ser rara e os sintomas serem muitas vezes confundidos com a doença de Parkinson ou esclerose múltipla, o diagnóstico da síndrome pode demorar muito. No entanto, se os médicos suspeitarem da síndrome da pessoa rígida, poderão confirmá-la com dois exames. O primeiro procura anticorpos contra uma proteína chamada descarboxilase do ácido glutâmico (GAD), no sangue. Altos níveis de anticorpos GAD indicam que pode estar ocorrendo a síndrome da pessoa rígida, embora os níveis também sejam elevados em pessoas com diabetes tipo 1. O segundo teste é um eletromiograma (EMG), que avalia a saúde dos músculos e neurônios motores. É inserida uma agulha diretamente nos músculos afetados e registrada a atividade elétrica deles. Tratamento O tratamento é focado no alívio dos sintomas para melhorar a qualidade de vida do paciente. Além de medicações, também são feitas terapias físicas para melhorar a sensação do músculo e promover o relaxamento muscular. Entre os medicamentos podem ser incluídos: Medicamentos usados para tratar a rigidez muscular e os espasmos; Relaxantes musculares para aliviar os espasmos; Medicamentos para a dor neuropática; Anticonvulsivantes, usados tradicionalmente nas doenças com convulsões e que podem ajudar na gestão da dor. Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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