Entenda o que muda com a decisão da Anvisa de reter receita do Ozempic Ouvir 16 de abril de 2025 Em reunião da diretoria colegiada nesta quarta-feira (16/4), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu pela obrigatoriedade da retenção de receita médica para venda de canetas emagrecedoras. Ozempic, Wegovy e Saxenda são alguns dos medicamentos afetados pela decisão. A Anvisa seguiu a recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) que, em carta, defendeu um maior controle na prescrição dos medicamentos. Leia também Igor Gadelha Anvisa torna obrigatória retenção de receita para Ozempic e similares Saúde Além do Ozempic: novos hormônios são testados contra a obesidade Saúde “Nos preparamos para a queda da patente do Ozempic”, diz Novo Nordisk Saúde Anvisa estuda exigir receita para a compra de Ozempic Os medicamentos são classificados como tarja vermelha, ou seja, precisam de prescrição médica assinada por um profissional de saúde. Segundo as entidades médicas, esse tipo de venda facilita a comercialização para fins estéticos, além da necessidade de pacientes diabéticos ou obesos. A decisão da Anvisa sobre o Ozempic Segundo a recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM), a Anvisa decidiu que a receita para comprar o Ozempic e outras canetas emagrecedoras ficará retida na farmácia. Hoje, só é necessária a apresentação da receita no ato da compra. O objetivo da decisão é evitar que a venda indiscriminada do remédio para fins estéticos. Segundo a Anvisa, cerca de 32% dos casos de efeitos adversos registrados no Brasil sobre o uso dos medicamentos está relacionado a pacientes que não têm diabetes, que é a recomendação inicial das canetas emagrecedoras e está prevista em bula. Em documento conjunto publicado no ano passado, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), apontaram a importância da retenção de receita. “As sociedades SBEM, SBD e a Abeso vêm observando um aumento na procura por agonistas de GLP-1 para fins estéticos, sem acompanhamento médico adequado. Este uso indiscriminado, impulsionado pela popularização desse grupo de medicamentos, gera preocupações quanto à saúde da população e ao acesso daqueles que realmente necessitam do tratamento”, apontam as entidades, no documento. Com a decisão que retém a receita, espera-se que fique mais difícil comprar o medicamento fora das indicações em bula. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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