Fruta do Cerrado vira farinha que ajuda a controlar o colesterol Ouvir 15 de outubro de 2025 Símbolo de Mato Grosso do Sul, a guavira vem conquistando novos usos que vão além do consumo in natura. Rica em sabor e nutrientes, a fruta também dá origem a uma farinha funcional, aproveitada em bolos, pães e preparações caseiras. Mesmo com o proceso que transforma a fruta em farinha, o ingrediente final consegue manter as suas propriedades e ajuda a valorizar uma espécie nativa que floresce entre setembro e outubro, período em que o Cerrado começa a se renovar com a volta das chuvas. Leia também Gastronomia Torta de maçã sem açúcar, farinha ou manteiga surpreende pelo sabor Vida & Estilo Farinha de beterraba: descubra os benefícios e como incluir na dieta Vida & Estilo “Farinha da felicidade” promete emagrecimento, mas nutris fazem alerta Saúde Comeria? Europa libera uso de farinha de insetos em alimentos A guaviroveira, de nome científico Campomanesia xanthocarpa, é uma planta resistente e perfeitamente adaptada ao clima regional. O técnico agrícola Mauro Araújo explica que a floração coincide com o início da primavera. “A guavira é uma planta muito adaptada ao clima da região. A floração acontece quando as temperaturas sobem e as primeiras chuvas voltam a cair. É o sinal que ela precisa para se renovar depois do período seco do inverno”, afirma. Segundo Araújo, logo após esse ciclo, os frutos amadurecem entre novembro e dezembro. Quando a fruta está pronta para o consumo, ela apresenta sabor doce, que lembra uma mistura de goiaba e maracujá. O interesse recente na farinha de guavira surgiu com pesquisas e experiências locais que mostram seu potencial nutritivo e sustentável. A polpa e a casca são desidratadas e moídas, dando origem a um pó aromático e levemente adocicado. Segundo a nutricionista Carla Borges, da Santa Casa de Chavantes, o produto é um aliado da saúde. “A farinha de guavira é rica em fibras e vitamina C, o que ajuda na digestão e fortalece a imunidade”, explica. Além disso, a farinha concentra ferro, betacaroteno e compostos antioxidantes, que contribuem para a saúde da pele, dos olhos e do coração. “Ela tem ação anti-inflamatória natural e pode até auxiliar no controle da glicose, por retardar a absorção do açúcar no sangue”, complementa Carla. Estudos indicam que o consumo regular da fruta e de seus derivados pode colaborar na redução do colesterol e na prevenção de doenças crônicas, graças à presença de compostos fenólicos e carotenoides. Produzida de forma artesanal ou em pequenas agroindústrias, a farinha de guavira vem se tornando uma alternativa sustentável e regional à farinha tradicional. Além de aproveitar integralmente a fruta, ela agrega valor à cadeia produtiva e estimula o cultivo da guaviroveira, que também é usada em projetos de recuperação ambiental. Com sua florada marcante entre setembro e outubro e frutos amadurecendo no fim da primavera, a guavira é um símbolo da força do Cerrado e reconhecida por lei como símbolo de Mato Grosso do Sul. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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