Fungo raro pode matar células do câncer de pulmão, sugere estudo Ouvir 1 de setembro de 2025 Cientistas da Universidade Nacional de Taiwan e da Universidade Nacional Yang Ming Chiao Tung descobriram que um fungo raro pode ser capaz de matar células do câncer de pulmão. A espécie Antrodia cinnamomea é encontrada somente em Taiwan, na Ásia, e cresce associada à cânfora. As descobertas foram publicadas em maio deste ano na revista Carbohydrate Polymers. Segundo o estudo, a reação do fungo às estruturas de carboidratos das moléculas de câncer consegue desfazê-las. Entenda o câncer de pulmão A estimativa no Brasil é de 32 mil novos diagnósticos anuais, sendo a maioria em homens, e 28 mil óbitos ao ano. Como a doença é muito prevalente e costuma ser descoberta em estágios mais graves, é considerada o câncer mais mortal, responsável por cerca de 1,8 milhão de mortes anuais no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 85% dos casos estão ligados ao tabagismo, mas há outras causas, especialmente o contato com a poluição. Os sintomas geralmente não ocorrem até que o câncer esteja avançado. Os mais comuns são tosse persistente, escarro com sangue e dor no peito. Os pesquisadores se concentraram em um grupo de compostos produzidos pelo fungo. Os polissacarídeos sulfatados, ou SPS, combinam moléculas de glicose, galactose e sulfato em uma única estrutura, apresentando um surpreendente efeito anticancerígeno que era sugerido em tratamentos fitoterápicos, mas ainda não tinha sido avaliado cientificamente. Leia também Saúde Mulher descobre câncer de pulmão avançado após ter dor de dente Saúde Sinal oculto nos dedos pode indicar câncer de pulmão. Entenda Saúde Fumante passiva, idosa descobre câncer de pulmão após sofrer queda Televisão Ex-Globo revela câncer de pulmão e se prepara para cirurgia urgente “Nosso estudo demonstra o potencial de compostos fúngicos naturais para o desenvolvimento farmacêutico. Com um processo de produção e extração totalmente controlado, estamos otimistas quanto a futuras aplicações tanto em suplementos de saúde quanto em tratamentos clínicos”, afirma em comunicado o professor Chia-Chuan Chang, autor do artigo. Bloqueio do câncer O estudo foi feito com células de câncer de pulmão humanas, mas os pesquisadores acreditam que a ação observada possa se repetir em outros tipos de células tumorais. Embora tenham observado o fungo agir em microscópio, a pesquisa não compreendeu exatamente os mecanismos por trás do efeito cancerígeno. Contudo, identificou-se um composto particularmente benéfico: o N50 F2. Em experimentos, ele reduziu marcadores de inflamação, bloqueou e matou células de câncer de pulmão. “O estudo atual mostra que o SPS da A. cinnamomea tem forte efeito anti-inflamatório e inibe células cancerígenas in vitro, mas as descobertas ainda precisam ser verificadas in vivo“, escreveram os pesquisadores no artigo científico. Isso significa que as relações ainda precisam ser testadas em pessoas e em modelos animais para avaliar se realmente têm potencial. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Notícias O que acontece com o corpo quando se passa muito tempo sem tomar sol 27 de setembro de 2025 O Brasil é um país tropical, com dias ensolarados na maior parte do ano, mas muitas pessoas passam horas em ambientes fechados e acabam ficando longos períodos sem se expor à luz do sol. A falta da exposição à luz solar pode trazer consequências para o corpo, principalmente quando se… Read More
Notícias “É só drama”: jovem descobre câncer sozinha após ser piada de médicos 3 de maio de 2025 Após meses tendo seus sintomas minimizados pelos médicos, a jovem inglesa Estelle Wignall, então com 22 anos, descobriu que tinha um tumor ao ler um folheto informativo sobre o câncer de ovário e começou a lutar para que os médicos fizessem nela os exames corretos. A saga de Estelle começou… Read More
Notícias Contraceptivo masculino reversível tem sucesso em estudo com ratos 28 de maio de 2024 Um novo método contraceptivo masculino se mostrou eficaz em testes com ratos, de acordo com os resultados preliminares de um estudo publicado na revista Science na última quinta-feira (23/5). Além de reversível, a técnica desenvolvida por pesquisadores do Baylor College of Medicine, dos Estados Unidos, destaca-se por causar poucos efeitos colaterais…. Read More