Geração sanduíche: riscos para a saúde mental ao cuidar de pai e filho Ouvir 26 de janeiro de 2025 As pessoas estão vivendo mais, o que aumenta a demanda por cuidados na terceira idade, e um fenômeno tem sido cada vez mais comum: familiares precisam conciliar a atenção aos filhos e pais idosos. Essas pessoas, que geralmente são mulheres com idade entre 30 e 50 anos, são conhecidas como a “geração sanduíche”. “É um fenômeno que existe há algum tempo. A expressão foi criada pela assistente social Dorothy Miller nos anos 1980. São adultos de meia-idade que atuam diretamente no cuidado de diferentes gerações, como filhos, pais e, muitas vezes, netos”, conta a psicóloga Natália Silva, do Grupo Reinserir Psicologia, em São Paulo. Leia também Saúde Um em cada sete adolescentes tem problemas de saúde mental, diz OMS Saúde Xô, mau humor! Veja 8 alimentos que melhoram a saúde mental Saúde Entenda qual é o impacto dos exercícios físicos na saúde mental Saúde Jogos de mundo aberto podem melhorar a saúde mental, diz estudo A psicóloga Bianca Spinola, que atua em São Paulo, destaca que o mais comum é ver mulheres assumindo esse posição dentro das famílias. “É óbvio que existem homens nessa atividade, mas é mais comum vermos mulheres ocupando simultaneamente a função de mães e cuidadoras dos pais. Elas podem ser casadas ou solteiras”, afirma. De acordo com a especialista, o fenômeno ocorre com maior frequência entre os 30 e os 50 anos. Nessa fase, os cuidadores já se dedicaram à criação dos filhos — mas eles ainda não são independentes — e agora precisam dar atenção também aos pais, envelhecidos e com questões de saúde que carecem de dedicação. A geração sanduíche concilia os cuidados com os filhos e os pais idosos As pessoas da geração sanduíche correm maior risco de desenvolver problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, devido a grande carga emocional que enfrentam diariamente. “A gente precisa olhar para a autoestima desses cuidadores e perguntar como eles se veem nesse papel. Muitas vezes, essas pessoas perdem a possibilidade de investir na própria vida, nos próprios desejos. Isso pode levar a quadros sérios de ansiedade e até mesmo depressão”, explica Bianca. Como encarar o processo com mais leveza As especialistas apontam que os cuidadores de familiares devem buscar por apoio psicoterapêutico, com o acompanhamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico. O acolhimento contribui com o alívio da carga emocional e prevenção de maiores prejuízos à saúde mental. Além disso, Natália sublinha que, embora muitas pessoas tenham resistência com a ideia de colocar seus familiares em casas de repouso, essa opção também deve ser considerada. “Em um primeiro momento, quando falamos em casa de repouso, inevitavelmente vem uma estranheza, um medo. É quase como se fosse negligenciar os cuidados com os idosos. Mas esses espaços podem ser agradáveis para eles”, afirma. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
Psoríase: prevenção, sintomas e tratamentos da doença 21 de setembro de 2023 A psoríase é uma doença de pele autoimune, crônica e não contagiosa que se caracteriza pelo desenvolvimento de manchas avermelhadas, escamosas e que, às vezes, coçam a pele. Ela ocorre quando o sistema imunológico começa a atacar erroneamente células saudáveis da pele, fazendo com que a sua produção ocorra em… Read More
Bactéria resistente a antibióticos sai de hospitais e circula em SP 19 de março de 2026 Análise com 51 mil casos mostra transmissão comunitária ativa de bactéria resistente a antibióticos Read More
Notícias Esperança! Médicos podem ter achado uma cura para a Covid longa 7 de janeiro de 2025 A ciência pode finalmente ter encontrado um caminho para curar a Covid longa, a manifestação dos sintomas recorrentes meses ou até anos depois da infecção original por Covid-19. Um estudo publicado na Nature Communications Medicine nesta terça-feira (7/1) indicou que o Paxlovid, um medicamento criado para combater a Covid-19, pode… Read More