Gordura no fígado: os principais fatores de risco da doença silenciosa Ouvir 24 de outubro de 2025 A esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado, é uma condição que causa o acúmulo de gordura nas células do órgão. A doença pode não apresentar sintomas no início, mas, sem tratamento, aumenta o risco de evolução para inflamações graves e até cirrose. O estilo de vida moderno, marcado por maus hábitos alimentares e sedentarismo, tem papel importante na origem da doença, segundo a hepatologista Karla Maggi, do Hospital Santa Paula, em São Paulo. “Entre os mais comuns, estão o consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas ‘fit’ cheias de açúcar disfarçado, o hábito de beliscar o dia inteiro, dormir pouco, viver sob estresse crônico e permanecer longos períodos sentado”, afirma Karla. Leia também Saúde Gordura no fígado: 5 hábitos simples para reverter problemas no órgão Saúde Gordura no fígado: saiba quais são os sintomas da esteatose hepática Saúde Fígado em alerta: médicas apontam sintomas que indicam algo errado Saúde Gordura no fígado: chá anti-inflamatório pode ajudar a “limpar” órgão A hepatologista Natalia Trevizoli, do Hospital Sírio-Libanês, acrescenta que o uso contínuo de medicamentos sem orientação médica, incluindo analgésicos, anabolizantes e suplementos considerados “naturais”, também pode causar lesões hepáticas. 4 imagensFechar modal.1 de 4 A esteatose hepática é popularmente conhecida como gordura no fígado Mohammed Haneefa Nizamudeen/Getty Images2 de 4 A condição de gordura no fígado acomete 30% da população mundial, segundo o artigo Magicmine/Getty Images3 de 4 Alterações na função hepática podem provocar distúrbios do sono, como insônia, sonolência diurna e ciclos de descanso irregulares Science Photo Library – SCIEPRO/Getty Images4 de 4 No início, as manifestações costumam ser inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome Magicmine/Getty Images O médico Lucas Albanaz, professor do curso de medicina do Centro Universitário Uniceplac, reforça que dietas ricas em açúcares simples e gorduras saturadas, como fast food, frituras, doces, refrigerantes e bebidas alcoólicas, aumentam a resistência à insulina e estimulam o depósito de gordura no fígado. A ausência de exercícios regulares reduz o gasto energético e piora o controle do açúcar no sangue, enquanto o excesso de peso e a obesidade, especialmente com o acúmulo de gordura abdominal, elevam o risco da doença. O médico esclarece que, embora a doença seja muitas vezes associada ao consumo excessivo de álcool, mesmo a ingestão em quantidades consideradas moderadas pode ter impacto negativo em pessoas predispostas. “Não existe um único alimento ‘decisivo’, mas sim um padrão alimentar inadequado — excesso de calorias, açúcar, gordura e álcool — que cria um ambiente metabólico propício ao acúmulo de gordura no fígado”, afirma Albanaz. Ele ressalta ainda que a esteatose hepática não está restrita a pessoas com sobrepeso ou má alimentação. “A doença também pode surgir em pessoas magras ou com hábitos aparentemente saudáveis, devido a fatores como doenças metabólicas ou endócrinas, uso de certos medicamentos, rápida perda de peso, desnutrição severa ou predisposição genética”, explica. Sinais de gordura no fígado No começo, os sinais costumam ser sutis. “As manifestações iniciais são inespecíficas, como cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, sensação de inchaço abdominal ou desconforto do lado direito do abdome”, explica a hepatologista Natalia Trevizoli. Com o avanço do dano hepático, os sintomas se tornam mais evidentes. Alterações na pele e nos olhos, como icterícia, além de urina escura, fezes esbranquiçadas, coceira generalizada e tendência a hematomas, podem surgir à medida que o fígado perde a capacidade de funcionar adequadamente. Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto! Notícias
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