Gripe K: aumento de casos na Europa leva OMS a emitir alerta global Ouvir 13 de dezembro de 2025 A gripe é uma infecção respiratória sazonal que atinge todos os países do mundo. Uma das especificidades da doença causada pelo vírus Influenza é sua enorme variedade, mas um subtipo está se tornando dominante na Europa e na Ásia desde agosto e sua explosão de casos está preocupando a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Reino Unido, o crescimento nas últimas semanas foi tal que um dos chefes de saúde pública pediu na terça-feira (9/12) que a população volte a usar máscara. Conhecida como gripe K, a doença em circulação inesperada é causada pelo subclado k da influenza A (H3N2). Embora tenha sintomas e progressões semelhantes à de qualquer gripe, esta variante tem levado a um boom na quantidade de internações por infecções respiratórias na Europa e na Ásia. No Sudeste asiático, 43% das pessoas com gripe estão com este subtipo da doença. Leia também Saúde Gripe K: chefe de saúde do Reino Unido pede que população use máscara Saúde Células humanas “estendem a mão” ao vírus da gripe durante infecção Brasil Anvisa define vírus de vacinas da gripe para 2026. Entenda Saúde Pandemias: gripe aviária pode ser mais grave que Covid, diz cientista Segundo o relatório publicado pela OMS nesta quinta-feira (11/12), o Brasil é um dos países da América com maior número de casos de influenza A (H3N2) na América, superando 30% de positivos entre as pessoas com sintomas de gripe. A agência internacional acredita que variações da hemaglutinina, uma das proteínas da capa do vírus, tenham aumentado a capacidade de infecção da doença. “Não há mudanças no nível de gravidade clínica em casos da doença”, tranquiliza a OMS. Ainda assim, um aumento exorbitante de casos pode sobrecarregar os sistemas de saúde. “A gripe pode exercer uma pressão significativa sobre os sistemas de saúde mesmo em países de clima temperado. Embora os dados sobre a eficácia da vacina contra a doença clínica nesta temporada ainda sejam limitados, espera-se que a vacinação proteja contra doenças graves e continue sendo uma das medidas de saúde pública mais eficazes”, alerta a organização. Avanço da gripe K no hemisfério norte Na Europa, o avanço da gripe K fez a temporada de aumento das infecções respiratórias começar antes do habitual. No geral, ela ocorria nas primeiras semanas do ano, onde coincidem o início do inverno e as reuniões de fim de ano. O subclado K, no entanto, está adiantando o pico de infecções previstas em mais de um mês. Entre maio e novembro deste ano, ele respondeu por quase metade das infecções sequenciadas. Na Ásia oriental, países relataram aumento ao longo de semanas, mas aparentemente os casos estão diminuindo. As análises filogenéticas indicam semelhança entre cepas locais e europeias, o que leva a crer que elas têm origem semelhante. 4 imagensFechar modal.1 de 4 De acordo com infectologistas, a gripe é causada por vários vírus diferentes, mas os principais são os subtipos H1N1 e H3N2 do influenza Getty Images2 de 4 Os principais sintomas da gripe são dor no corpo, fadiga, febre, secreção, coriza, espiros e tosse. Os casos são limitados e, em dois ou três dias, o paciente não apresenta mais indícios da doença Getty Images3 de 4 A indicação é que pessoas gripadas bebam bastante líquido e descansem Getty Images4 de 4 O uso da máscara é importante em caso de infecções respiratórias Getty Images Nas Américas, a circulação manteve níveis baixos no sul na maioria dos países, mas Brasil e Chile observaram crescimento ligado ao A(H3N2). Na América do Norte, todos os três países registraram aumento do subclado K no fim do ano e há indícios de uma tendência de crescimento. A gripe K também já é dominante em casos na África, especialmente na África do Sul, e nos países da península arábica. A globalização dos casos é preocupante para a OMS. “Embora a maioria das pessoas se recupere em uma semana sem necessidade de cuidados médicos, a gripe pode causar complicações sérias, incluindo a morte, especialmente em grupos de alto risco, como crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes”, afirma a organização. A OMS reforça a necessidade de vigilância contínua e vacinação anual para evitar a doença, especialmente em grupos de risco que incluem idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas. “Medidas de higiene, isolamento voluntário e uso de máscara para circulação nas cidades podem reduzir a transmissão”, finaliza. Notícias
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